A Rota Agro Central será levada a leilão em 17 de dezembro de 2026, em uma disputa que poderá definir a concessão de 887,6 quilômetros de rodovias entre Mato Grosso e Rondônia. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 6,13 bilhões ao longo de um contrato de 30 anos.
O certame está marcado para as 10h, na sede da B3, em São Paulo. A concessão reúne trechos das BR-070, BR-174 e BR-364, corredores considerados relevantes para o transporte de cargas e o escoamento da produção agrícola no Centro-Norte do Brasil.
O edital foi aprovado pela diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 3 de setembro de 2026 e publicado no Diário Oficial da União no dia seguinte. As informações sobre o projeto foram divulgadas pela agência em 8 de setembro, enquanto o Data Room recebeu atualização em 28 de setembro.
Quais rodovias fazem parte da Rota Agro Central
A concessão envolve segmentos de três rodovias federais: BR-070, BR-174 e BR-364. Juntas, as estradas formam uma ligação rodoviária entre Mato Grosso e Rondônia, conectando áreas de produção e circulação de mercadorias no Centro-Norte do país.
A extensão prevista, de 887,6 quilômetros, coloca o projeto entre as principais iniciativas de concessão rodoviária em planejamento para a região. O objetivo é transferir à iniciativa privada a responsabilidade por intervenções de ampliação, recuperação, manutenção e modernização da infraestrutura durante o período contratual.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o projeto também contempla obras em travessias urbanas. Essas intervenções deverão fazer parte do conjunto de melhorias previstas para os trechos concedidos.
Investimentos previstos e serviços aos usuários
O valor estimado de R$ 6,13 bilhões será destinado a diferentes frentes da concessão. Entre elas estão a recuperação da estrutura existente, a manutenção rotineira, a modernização dos trechos e a ampliação da capacidade das rodovias, conforme as obrigações estabelecidas no edital.
Além das obras, o contrato prevê a oferta de serviços operacionais ao longo da malha. Os usuários deverão contar com atendimento médico, socorro mecânico, inspeção de tráfego e combate a incêndios durante 24 horas. A estrutura busca dar suporte a motoristas, transportadores e demais pessoas que utilizam as rodovias.
O projeto está detalhado no Edital de Concessão ANTT nº 2/2026. A documentação reúne as condições previstas para a disputa e para a futura operação dos trechos rodoviários.
Como poderá funcionar o pedágio eletrônico
Entre os mecanismos previstos está a implantação futura do sistema de pedágio eletrônico Free Flow. O modelo permite a cobrança sem a necessidade de parada em praças tradicionais, por meio do registro da passagem dos veículos nos pontos definidos para a operação.
A concessão também inclui o Desconto de Usuário Frequente, mecanismo voltado a motoristas que utilizam diariamente os trechos concedidos. A aplicação do benefício e as demais regras de cobrança deverão seguir as condições estabelecidas nos documentos oficiais do projeto.
Por se tratar de uma concessão planejada para um corredor de transporte de cargas, a combinação entre melhorias físicas, serviços de atendimento e soluções eletrônicas poderá afetar a rotina de caminhoneiros, produtores rurais, empresas de logística e usuários que circulam entre os dois estados.
Próximas etapas do projeto
Com o edital aprovado e publicado, a próxima etapa indicada no cronograma é a realização do leilão na B3, em São Paulo, em 17 de dezembro de 2026. A vencedora deverá assumir um contrato com duração de 30 anos, período no qual ficará responsável pela execução das obrigações previstas para os 887,6 quilômetros.
A página oficial do projeto na ANTT concentra informações relacionadas à concessão. Também integram a base documental a Deliberação ANTT nº 263, de 3 de setembro de 2026, e o edital do certame.
A Rota Agro Central se insere, portanto, em uma agenda de concessões voltada à infraestrutura logística do país. O resultado esperado é a aplicação de recursos privados em rodovias estratégicas para a circulação de cargas, com investimentos distribuídos ao longo de três décadas e prestação contínua de serviços aos usuários.


