A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, em 22 de setembro de 2026, o edital do Leilão de Transmissão nº 4/2026. O certame está previsto para 30 de outubro, na sede da B3, em São Paulo, e terá oito lotes de empreendimentos distribuídos por sete estados brasileiros: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, os projetos devem movimentar cerca de R$ 8,9 bilhões em investimentos. A licitação envolve novas linhas, seccionamentos, equipamentos de transformação e compensações síncronas, com contratos que terão prazos de execução entre 42 e 60 meses após a assinatura das concessões.
O que está previsto no leilão de transmissão
Os oito lotes reúnem a construção de 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos. O edital também contempla a continuidade de 483 quilômetros de linhas existentes. Na área de transformação, está prevista a instalação de 12.694 megavolt-amperes (MVA), além de outros 600 MVA associados à continuidade dos empreendimentos já existentes.
O conjunto de obras inclui ainda quatro compensações síncronas. Esses equipamentos fazem parte da estrutura planejada para os projetos de transmissão que serão concedidos no leilão. A distribuição por sete estados amplia a abrangência regional do certame e conecta a iniciativa a diferentes áreas da infraestrutura elétrica brasileira.
Entre os lotes, o de maior valor estimado é o Lote 4, com previsão de R$ 4,1 bilhões em investimentos. Os empreendimentos desse lote estão localizados em Goiás, no Paraná e em Mato Grosso do Sul. O valor representa a maior parcela individual do investimento projetado para a licitação.
Impacto econômico e geração de empregos
A ANEEL estima que a execução das obras possa gerar 20.312 empregos diretos. O número coloca o leilão no radar de empresas de infraestrutura, fornecedores de equipamentos e serviços, concessionárias e demais participantes da cadeia ligada à expansão da rede elétrica.
Além do volume financeiro, os prazos de implantação indicam que os projetos terão execução escalonada ao longo de vários anos. Os contratos preveem períodos de 42 a 60 meses depois da assinatura das concessões, conforme as características de cada empreendimento e as obrigações estabelecidas no edital.
O leilão também tem relevância para o planejamento do sistema elétrico por tratar da ampliação e da continuidade de estruturas de transmissão em diferentes regiões do país. A rede de transmissão é o segmento responsável por interligar instalações de geração e distribuição, e os projetos previstos no certame foram organizados em lotes para concessão à iniciativa vencedora de cada disputa.
Consulta pública recebeu 258 contribuições
Antes da aprovação do edital, a proposta passou por consulta pública. Segundo a ANEEL, foram recebidas 258 contribuições de 33 participantes. Desse total, 94 contribuições foram aproveitadas integralmente na versão final do documento.
O edital também passou pela verificação do Tribunal de Contas da União. A etapa integra o processo de preparação do leilão e antecede a realização do certame, cuja data prevista é 30 de outubro de 2026. A disputa ocorrerá na sede da B3, em São Paulo, conforme o calendário divulgado pela agência reguladora.
Estados contemplados e próximos passos
Os projetos serão distribuídos entre Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. A presença de empreendimentos em estados de diferentes regiões faz com que o leilão de transmissão tenha alcance nacional, tanto pela localização das obras quanto pelo volume de investimentos previsto.
O próximo marco é a realização do Leilão de Transmissão nº 4/2026. Até lá, os interessados devem observar as condições do edital e os procedimentos definidos para a participação no certame. Após a assinatura das concessões, começarão a ser contabilizados os prazos de execução, que variam de 42 a 60 meses.
Com oito lotes, 1.866 quilômetros de novas linhas e investimentos estimados em R$ 8,9 bilhões, o leilão reúne uma das principais agendas de concessão de infraestrutura elétrica previstas pela ANEEL para 2026. A combinação entre obras de transmissão, capacidade de transformação e geração estimada de empregos reforça o peso econômico da licitação para o setor elétrico e para os estados envolvidos.


