sexta-feira, setembro 17, 2021
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Toffoli decidirá pedido de Rede e PSOL para suspender desfile de tanques

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, será o responsável por decidir sobre um pedido apresentado à Corte pelo PSOL e pela Rede para que seja suspenso o desfile de tanques de guerra da Marinha, marcado para amanhã, em Brasília. A parada com o aparato de guerra irá até o Palácio do Planalto, onde o presidente Jair Bolsonaro receberá um convite da Força para participar de um tradicional treinamento na próxima semana, em Formosa (GO).

Marcado em meio a frequentes declarações de Bolsonaro com ameaça de dar um golpe e atuar “fora das quatro linhas da Constituição” contra o STF, o desfile ocorrerá no mesmo dia em que o plenário da Câmara dos Deputados analisará a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o voto impresso. A mudança nas urnas eletrônicas é uma das principais bandeiras do presidente, que desde a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tabuleiro eleitoral de 2022, por decisão do Supremo, tem questionado a lisura do processo eleitoral no país.

Bolsonaro, no entanto, jamais apresentou provas de suas declarações de que as urnas eletrônicas já foram fraudadas ou têm abertura a possíveis fraudes. Ao seguir questionando as eleições no país, sem qualquer evidência do que afirma, o presidente foi incluído pelo ministro Alexandre de Moraes no chamado “inquérito das fake news”, em tramitação no Supremo, após um pedido unânime dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A investigação formal sobre Jair Bolsonaro foi o estopim para a afirmação do presidente de que poderia agir fora dos limites da Constituição contra Moraes.

“A autoridade coatora quer demonstrar força militar através de tanques e caminhões de guerra na rua da Capital do país, a  precedência de uma ação violenta e a seu dispor, a ruptura fácil de ser realizada, assim que ele entender necessária. Revela-se, pois, uma vez mais, agora pelo inusual e ameaçador desfile militar, o desejo autoritário expresso por quem ora ocupa a Presidência da República”, diz o mandado de segurança dos partidos de oposição.

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