sexta-feira, setembro 17, 2021
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Tesouro Direto: prêmios dos títulos públicos têm alta nesta 3ª, com risco fiscal e político no radar

Percentual, juros, taxas e Selic

SÃO PAULO – Os prêmios dos títulos públicos negociados na plataforma do Tesouro Direto disponíveis para compra operam em alta no início desta terça-feira (31). O destaque está nas taxas pagas pelos papéis atrelados à inflação, que sobem até nove pontos percentuais na primeira atualização da manhã.

As atenções do mercado estão voltadas para o parecer da reforma administrativa que pode ser divulgado hoje, além da reunião entre poderes para debater solução dos precatórios e da entrega do Orçamento para 2022.

No Tesouro Direto, entre os papéis atrelados à inflação, o juro real oferecido pelo Tesouro IPCA+ com vencimento em 2055 e pagamento de juros semestrais era de 4,80%, acima dos 4,71% registrados na sessão anterior. O prêmio real pago pelo Tesouro IPCA com vencimento em 2040 e pagamento de juros semestrais, por sua vez, era de 4,72%. Um dia antes, o mesmo título pagava juro real de 4,63%.

Já entre os prefixados, o juro pago pelo título com vencimento em 2031 avançava de 10,23%, na sessão anterior, para 10,30%, no começo da manhã. No mesmo horário, o prêmio do título prefixado com vencimento em 2026 era de 9,73%, contra 9,67% vistos um dia antes.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto oferecidas nesta terça-feira (31):

Taxas Tesouro Direto
Fonte: Tesouro Direto

Pnad

O destaque da agenda econômica local está nos dados de emprego apresentados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre, a taxa de desocupação recuou para 14,1%, uma redução de 0,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre.

A mediana das expectativas compiladas pelo consenso Refinitiv previa que a taxa de desemprego fecharia o período entre abril e junho em 14,4%.

Na cena política, as discussões em torno do pagamento dos precatórios seguem intensas. Segundo o jornal Valor Econômico, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2022, que será enviado nesta terça ao Congresso, terá desenho provisório, e não trará definição sobre os R$ 89 bilhões em precatórios.

O jornal destaca que a proposta prevê forte compressão de despesas. Também segundo o periódico, o Executivo já dá como certo que será preciso mandar ao Legislativo uma mensagem modificativa ao texto, assim que se souber como será tratada a questão dos precatórios.

A expectativa é que Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se encontrem nesta terça-feira (31) para discutir uma saída para o pagamento dos precatórios do próximo ano que teria o aval do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O radar do mercado também está atento ao agravamento das tensões entre o Executivo e entidades empresariais. Na véspera (30), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou que o manifesto assinado por diversas entidades pedindo pacificação política teve a publicação adiada.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fiesp, a decisão de adiar a divulgação foi tomada por Paulo Skaf, presidente da Fiesp. A nota, que pede pacificação política e estabilidade institucional, contava com o apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e não citava nominalmente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Mas Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, controlados pela União, ameaçaram sair da entidade, caso ela fosse publicada.

Cenário internacional

No exterior, atenção para os dados divulgados pelo governo chinês, que indicaram desaceleração do crescimento da atividade fabril na China em agosto. O índice oficial do gerente de compras (PMI na sigla em inglês) da indústria chinesa relativo a agosto marcou 50,1 pontos, frente ao patamar de 50,4 pontos em julho. Qualquer patamar acima de 50 pontos indica expansão, e abaixo, contração.

O resultado veio pouco abaixo do esperado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que estimavam que o indicador recuaria para 50,2 pontos.

Já PMI oficial de serviços da China ficou em 47,5 em agosto, bem abaixo da marca de 53,3 de julho. Enquanto isso, o PMI Composto oficial, que inclui tanto a atividade industrial quanto a de serviços, caiu a 48,9 em agosto, de 52,4 em julho.

Na zona do euro, dados divulgados na segunda-feira (30) indicaram que o sentimento econômico na região arrefeceu mais do que o esperado em agosto, após uma alta recorde em julho. Já a inflação de 12 meses bateu 3%, uma nova máxima em uma década e acima das estimativas de mercado, que eram de 2,7%.

Durante a manhã desta terça-feira, foi divulgada a taxa de desemprego na Alemanha, que marcou 5,5% em agosto, abaixo da expectativa de 5,6% e do patamar de julho, também de 5,6%.

Além disso, foi divulgado o avanço do PIB da Itália, que cresceu 17,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o país sofria efeitos mais severos da pandemia de Covid, e em linha com a expectativa de analistas.

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