quarta-feira, setembro 22, 2021
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Ruídos políticos e econômicos tiram liquidez da bolsa

VEJA Mercado fechamento, 09 de agosto.

Segunda-feira de feriado. Essa foi a definição dos analistas para o pregão de hoje. O volume de 25 bilhões de reais na bolsa brasileira é considerado baixo e justificado pelas incertezas políticas e econômicas que pairam sobre o Brasil. O destaque positivo ficou por conta dos bancos, que reagiram bem à revisão do Boletim Focus para a taxa Selic, que passou de 7% ao ano para 7,25% até o final de 2021. BTG, Itaú e Bradesco fecharam em altas de 3,78%, 1,10% e 0,34%, respectivamente, já que banco tende a ganhar com juro mais alto. “Enquanto os mercados internacionais seguem renovando as máximas, nós estamos 10 mil pontos abaixo da nossa. Está sem graça. É difícil ver alguém valente para marcar posição diante de tantos ruídos políticos e econômicos”, analisa Alexandre Espirito Santo, economista-chefe da Órama Investimentos. O Ibovespa fechou em alta de 0,17%, a 123.019 pontos.

As incertezas no cenário doméstico também refletem no dólar, que fechou em alta de 0,21%, após mais uma sessão volátil. A moeda americana está cotada a 5,247 reais. “Teremos uma semana de altos e baixos. Os atritos entre Executivo e Judiciário e a votação de textos como o da reforma tributária e o do voto impresso será decisiva para o mercado. Enquanto isso, os investidores vão continuar especulando e a moeda permanecerá volátil”, avalia Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da Ourominas.

O dia também não foi bom para quem aposta nas commodities. O contrato futuro de minério de ferro em Dalian fechou em queda de 4,4%, enquanto o petróleo tipo Brent recuou 1,97%. Petrobras e Vale, as mais impactadas pelas cotações, fecharam em quedas de 0,70% e 0,63%.

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