O Governo de Minas anunciou, em 29 de setembro de 2026, um pacote de R$ 32 milhões em patrocínios para Atlético, Cruzeiro e América. Os três clubes de Belo Horizonte deverão receber recursos por meio da Cemig e da Codemge, empresas estatais mineiras que terão suas marcas expostas nos uniformes das equipes.
De acordo com informações divulgadas pelo Central da Toca e pelo Metrópoles, a divisão anunciada prevê R$ 15 milhões para o Cruzeiro, R$ 15 milhões para o Atlético e R$ 2 milhões para o América. Os contratos terão duração anual, mas os pagamentos dependem da formalização dos acordos.
Como será distribuído o patrocínio
O Cruzeiro e o Atlético concentram a maior parcela do pacote, com R$ 15 milhões destinados a cada clube. O América, por sua vez, deverá receber R$ 2 milhões. A medida contempla três das principais equipes do futebol mineiro e estabelece uma estratégia comum de divulgação para marcas vinculadas ao governo estadual.
Ainda não havia definição sobre quais espaços das camisas serão utilizados pela Cemig e pela Codemge. Essa informação deverá ser estabelecida nos contratos e nos instrumentos de execução do patrocínio. Também não foram apresentados, na divulgação inicial, detalhes sobre contrapartidas adicionais, calendário de exposição ou critérios específicos para a distribuição entre as empresas públicas.
O anúncio foi feito durante uma reunião com representantes dos clubes, em meio a mudanças no mercado de publicidade esportiva. A iniciativa ocorre depois da interrupção de contratos mantidos pelas equipes com empresas de apostas esportivas, contexto que alterou uma das principais fontes de exposição comercial nos uniformes do futebol brasileiro.
Interrupção dos contratos com casas de apostas
As reportagens que divulgaram a decisão relacionam o novo pacote de patrocínios à proibição ou interrupção dos acordos com empresas de apostas. Com a saída desses anunciantes, os clubes passaram a buscar alternativas para recompor espaços comerciais e preservar receitas associadas à exposição de suas marcas.
O patrocínio público, nesse cenário, aproxima duas agendas: a necessidade dos clubes de manter receitas de publicidade e o interesse das empresas estatais em ampliar a visibilidade de suas marcas. A efetividade da medida, porém, dependerá da assinatura dos contratos, da definição das contrapartidas e da publicação dos documentos nos canais oficiais de transparência.
A possibilidade de incluir clubes do interior
O pacote poderá alcançar outras equipes de Minas Gerais. Athletic, de São João del-Rei, e Uberlândia, do Triângulo Mineiro, foram citados como possíveis beneficiários da iniciativa. Até a divulgação inicial, contudo, não havia valores definidos para esses clubes nem confirmação sobre os termos de eventuais acordos.
A eventual inclusão de equipes do interior ampliaria o alcance regional da política de patrocínios. Além da exposição em Belo Horizonte, as marcas da Cemig e da Codemge poderiam estar associadas a clubes com presença em diferentes áreas do estado. Essa possibilidade ainda depende de decisões posteriores e da formalização de instrumentos específicos.
O que falta esclarecer
O anúncio não substitui a publicação dos contratos. Entre os pontos que ainda precisam ser detalhados estão a data de início dos pagamentos, os locais de exposição das marcas nos uniformes, as obrigações assumidas pelos clubes e a participação de cada estatal na operação.
A página de contratos e convênios da Codemge é um dos canais que podem ser consultados para acompanhar a eventual publicação dos documentos. A companhia também mantém uma norma de patrocínio, que apresenta diretrizes relacionadas aos critérios e objetivos desse tipo de apoio institucional.
Até que os instrumentos sejam disponibilizados, os valores anunciados devem ser tratados como parte de uma decisão divulgada pelo governo estadual e repercutida pela imprensa, não como contratos já integralmente executados. A consulta aos canais de transparência da Cemig, da Codemge e do Governo de Minas será necessária para confirmar a estrutura final da operação.
O caso combina política estadual, comunicação institucional e economia do esporte. Para Atlético, Cruzeiro e América, o acordo pode representar uma fonte relevante de receita em um período de reorganização dos patrocínios. Para as empresas públicas, a iniciativa cria uma plataforma de exposição associada a clubes de grande alcance em Minas Gerais, mas também exige transparência sobre valores, objetivos e resultados esperados.


