quarta-feira, abril 14, 2021
Home Investimentos Taxas dos títulos públicos no Tesouro Direto têm alta em dia de...

Taxas dos títulos públicos no Tesouro Direto têm alta em dia de decisão do Copom

Hand is turning a dice and changes the direction of an arrow symbolizing that the interest rates are going down (or vice versa)

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados pelo programa Tesouro Direto registravam alta na tarde desta quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncia por volta das 18h o novo patamar da taxa básica de juros.

Segundo pesquisa da XP, a expectativa majoritária de gestores de fundos multimercados macro aponta para um aumento de 0,50 ponto percentual da Selic, o que será a primeira alta em seis anos, levando os juros para 2,5% ao ano.

No Tesouro Direto, entre os prefixados, o prêmio do papel com vencimento em 2024 era de 7,59% nesta tarde, contra 7,50% no fechamento de ontem. Da mesma forma, o juro pago pelo Tesouro Prefixado 2026 avançava de 7,96% para 8,05%.

Entre os títulos atrelados à inflação, o papel com vencimento em 2026 pagava uma taxa real de 3,22%, ante 3,17% no último fechamento. No caso do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030, o prêmio era de 3,56%, ante 3,52% na sessão passada.

Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta quarta-feira (17):

TD-17.03-15h22.jpg (737×524)

Fonte: Tesouro Direto

Aperto mais agressivo

O levantamento da XP com gestores de multimercados macro mostra ainda que a mediana das projeções para a taxa Selic ao fim do ano foi elevada de 3,63% para 5,00%, se comparada à pesquisa feita antes da última reunião do Copom, em janeiro.

Por trás da expectativa de início do ciclo de aperto monetário estão as pressões inflacionárias. A pesquisa aponta que a mediana das projeções para a inflação medida pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 subiu de 3,50%, em janeiro, para 4,87%, em março.

Na direção contrária, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano caiu de 3,50% para 3,20%, no período.

Leia também:
Grupo de investidores que veem Ibovespa acima dos 130 mil pontos em dezembro cai de 54% para 20%, aponta BofA
• Como declarar Tesouro Direto no Imposto de Renda

Ainda entre os destaques do dia na agenda doméstica, pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira mostrou que a rejeição ao trabalho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na gestão da pandemia da Covid-19 disparou ao maior nível desde que a crise sanitária começou, há um ano.

Segundo o Datafolha, 54% dos brasileiros veem sua atuação como ruim ou péssima na semana em que foi apresentado o quarto ministro da Saúde de seu governo. Na pesquisa passada, realizada em 20 e 21 de janeiro, 48% reprovavam o trabalho de Bolsonaro na pandemia.

Também no radar, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) decidiu incluir a Eletrobras, os Correios e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Já no noticiário relativo ao avanço do coronavírus, pelo 18º dia seguido, o país bateu na terça-feira (16) seu recorde na média móvel de mortes por Covid-19 em sete dias, com a marca de 1.976 falecimentos, alta de 48% em comparação com a média de 14 dias antes. O Brasil também registrou seu novo recorde para um único dia, com 2.798 mortes.

Fed domina atenções no exterior

Na cena global, a atenção dos agentes econômicos também se volta para os rumos da política monetária, mas, nesse caso, dos Estados Unidos, com o término da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o equivalente ao Copom local, e eventuais sinalizações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

A decisão de juros do banco central dos Estados Unidos sai antes do que no Brasil, às 15h (horário de Brasília), e será seguida de uma coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell.

As expectativas são de que Powell dê sinalizações sobre a forma como o Fed tem acompanhado o rali nos rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos dos EUA. Hoje, os “treasuries” já pagam juros de 1,67% ao ano, o que tira atratividade da renda variável, uma vez que esses são os ativos mais seguros do mundo.

O aumento dos juros reflete o reaquecimento acelerado da atividade, em meio a uma vacinação que avança no mesmo ritmo. No país, 32,62% da população já havia sido vacinada até o dia 15 de março, segundo dados oficiais compilados pelo site Our World in Data.

Investidores também se mantêm atentos para o preço do petróleo, que teve quedas na terça-feira, após diversos países europeus suspenderem a aplicação da vacina desenvolvida em parceria entre AstraZeneca e Universidade de Oxford. Entre eles, Alemanha, Espanha, França, Itália e Suécia.

Há receio quanto à perspectiva de recuperação mais lenta da demanda por combustível com a queda no ritmo de vacinação.

O temor acontece apesar de a União Europeia e a Organização Mundial de Saúde (OMS) já terem deixado claro que os dados disponíveis indicam que a vacina é segura, e que os benefícios para a saúde são mais fortes do que os potenciais riscos.

O cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, afirmou na segunda-feira: “Não queremos que as pessoas entrem em pânico, e recomendaríamos, neste momento, que os países continuem se vacinando com a AstraZeneca”.

Ranking Melhores Fundos InfoMoney-Ibmec Descubra quais são e como investem os melhores fundos de investimento do país:

Concordo que os dados pessoais fornecidos acima serão utilizados para envio de conteúdo informativo, analítico e publicitário sobre produtos, serviços e assuntos gerais, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados.
check_circle_outline Sua inscrição foi feita com sucesso.
error_outline Erro inesperado, tente novamente em instantes.

The post Taxas dos títulos públicos no Tesouro Direto têm alta em dia de decisão do Copom appeared first on InfoMoney.

- Advertisment -