sábado, junho 19, 2021
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6 passos para alcançar a liberdade financeira com investimentos

O brasileiro tem ganhado, nos últimos anos, gosto pelos investimentos. Não por acaso, a entrada de pessoas físicas na bolsa brasileira, a B3, disparou de 1,6 milhão no final de 2019 para 3 milhões no final de 2020.

E isso ocorre por uma série de razões. No campo macroeconômico, por exemplo, a Selic se encontra em um patamar historicamente baixo, obrigando os investidores a explorar outras opções para além da cansada poupança e dos títulos de renda fixa.

Também cresceu, e muito, a oferta de conteúdos sobre educação financeira e investimentos na internet. Influenciadores como Ana Laura Magalhães, dona da plataforma Explica Ana e hoje sócia da XP Investimentos, têm popularizado um segmento, antes restrito, para diversos públicos.

Paralelamente, corretoras de valores e até bancões entenderam o movimento e também começaram a trabalhar suas marcas com objetivo de reduzir o gap informacional que existe entre as empresas e seus possíveis clientes.

Com isso, foi se formando um movimento benigno que atrai cada vez mais brasileiros e permite que pessoas com perfis, rendas e objetivos diferentes invistam suas economias para obter um retorno no longo prazo.

Barreiras de entrada?

É inegável, no entanto, que ainda existe certo receio, hoje infundado, por parte de quem ainda não investe. Há quem pense, por exemplo, que é preciso ter muito dinheiro para começar, o que não é o caso.

“Hoje o mercado financeiro brasileiro é bastante acessível, com vários investimentos tendo aplicação mínima de R$ 10. Mas até o ativo mais conservador do mercado nacional, que é o Tesouro Selic, tem aplicação mínima de R$ 100”, diz Ana Laura, que está lançando a maratona online Investir Transforma, com 4 episódios gratuitos.

“O que o investidor brasileiro precisa entender é que o objetivo de se investir não é ficar rico rapidamente, e sim ficar rico ao longo da vida. Então, a estratégia precisa ser maximizar o patrimônio ao longo do tempo. É isso que funciona e é isso que as pessoas precisam buscar.”

Aqui, é possível citar um exemplo clássico. Aos 19 anos, o megainvestidor Warren Buffett tinha US$ 10 mil investidos. 71 anos depois, aos 90, o Oráculo de Omaha tem uma fortuna estimada em US$ 109 bi, segundo ranking da Bloomberg.

No Brasil, o maior investidor pessoa física da B3, Luiz Barsi, também começou do zero. Operando no mercado na década de 1970, entendeu que poderia acumular capital se segurasse ações de empresas sustentáveis e coletasse os deus dividendos. Assim o fez e hoje é bilionário.

O que é a liberdade financeira?

Não dá para dizer, é claro, que todas as pessoas que começarem a investir serão bilionárias no futuro. Mas existe algo palpável para todos: alcançar a liberdade financeira, mesmo este conceito sendo diferente para cada um de nós.

“A liberdade financeira é individual. Talvez conquistar um certo limite de patrimônio já seja considerado liberdade por alguns, e não por outros. Eu acredito que essa liberdade é facilmente notada quando nós conseguimos fazer o que temos vontade, realizar sonhos independente do momento de vida e saber que a sua situação estará segura”, diz Ana.

Depois disso, e tomando as decisões certas, o investidor pode almejar o próximo degrau, a independência financeira. Aqui, os rendimentos mensais dos seus investimentos serão suficientes para suprir todas as suas necessidades, sem a necessidade de depender de um salário.

Nessa linha, há passos simples elencados pela influenciadora que podem te ajudar a começar a trilhar seu caminho em busca deste objetivo.

Os 6 passos para conseguir a liberdade financeira:

  1. Organização Financeira
    O primeiro passo é se organizar financeiramente. Listar suas fontes de receita, os seus gastos fixos e variáveis em uma planilha, para ter um controle mensal e, quando possível, começar a investir.
    É muito importante conseguir identificar a origem dos gastos para ter clareza sobre o que pode ser cortado, modificado ou reestruturado. Para que um plano de investimentos dê certo, o investidor tem que conseguir realizar aportes constantes para que sua margem de rentabilidade aumente.
  2. Quitar as Dívidas
    Nem todos conseguem quitar suas dívidas no curto prazo. Mas é importante ter um plano para que, ao quitá-las, você possa direcionar o dinheiro despendido ali para a realização de investimentos.
    Para conseguir sair do endividamento, é possível seguir algumas dicas que podem ser fundamentais no processo, como por exemplo buscar a renegociação do valor em aberto com a instituição bancária.
    Neste processo, é preciso saber o tamanho real da dívida, entender as condições de negociação e, principalmente, não aceitar qualquer proposta.
    Caso as condições (fique atento aos juros) propostas pelo banco não sejam satisfatórias, você pode transferir o seu débito para outro agente financeiro.
  3. Formar uma reserva de emergência
    Todo mundo tem que ter. Você deve criar uma reserva de emergência caso precise de dinheiro rapidamente. É uma forma de não prejudicar os demais investimentos e ter sempre uma reserva à mão.
    Especialistas estimam que essa reserva tem que ser de, no mínimo, 5 ou 6 vezes os seus gastos mensais. Além disso, esse dinheiro deve ficar alocado em investimentos líquidos, que permitam acesso rápido, e seguros, como o Tesouro Selic.
  4. Criar uma carteira de investimentos saudável
    Criar uma carteira de investimentos saudável é essencial para a sua liberdade financeira, pois é através dela que você vai conseguir maximizar sua capacidade de retorno. Além disso, você diminui o risco de concentração. Uma dica para uma carteira equilibrada, é: nunca invista todo o seu dinheiro em um só produto ou modalidade.
    Aqui existe um mundo de possibilidades, que vão desde os títulos do Tesouro até as ações. Um bom investidor, independentemente do perfil, conhece os diferentes tipos de investimento e sabe quais são os mais adequados para os seus objetivos. Aprenda a montar uma carteira diversificada aqui.
  5. Ter controle total sobre suas finanças, ganhos e rendimentos
    Com todos os outros passos concluídos, é importante que você tenha um controle total sobre as suas finanças. Isso inclui saber o quanto você tem de fonte de receita, o quanto você gasta por mês e começar a adicionar os rendimentos e ganhos que a sua carteira de investimentos pode gerar pra você.
  6. Investir em educação
    Durante todo este processo, a educação financeira deve estar sempre presente. Conhecimento, neste caso, é dinheiro, e impacta desde o pequeno investidor até o grande fundo de investimento. Com investidores educados tomando decisões inteligentes, o mercado brasileiro crescerá cada vez mais.Pensando nisso, a XPeed e a Ana Laura Magalhães desenvolveram o Maratona gratuita Investir Transforma. Serão quatro episódios online mostrando como pessoas comuns estão dominando o mundo dos investimentos, criando patrimônios lucrativos e alcançando a tão sonhada liberdade financeira. Inscreva-se aqui.

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