segunda-feira, junho 14, 2021
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Netflix e streaming dominam Globo de Ouro, após lucrarem mais na pandemia

A pandemia do novo coronavírus transformou o consumo de entretenimento. Se os cinemas, nos últimos anos, já perdiam força para plataformas de assinatura de conteúdos como filmes e séries, esse movimento se intensificou ainda mais com a Covid-19. As indicações para o Globo de Ouro, uma das principais premiações do circuito do cinema, só comprovaram isso. Foram 42 nomeações a filmes e séries produzidas ou distribuídas pela Netflix, empresa criada pelo americano Reed Hastings, um recorde que demonstra a proporção desse fenômeno. Os dois filmes mais indicados, Mank (que disputa seis prêmios) e Os 7 de Chicago (cinco), e a série mais lembrada, The Crown (seis), são da empresa.

Desde 2019, quando abocanhou quatro estatuetas do Oscar com produções originais, a Netflix tem investido cada vez mais para atrair seus clientes e anunciou, no início deste ano, que irá lançar ao menos um filme novo por semana em 2021. Mas não foi só ela que se beneficiou da quarentena forçada. Além da Netflix, o serviço de entretenimento sob demanda Hulu, com dez indicações, a Amazon Studios, também com dez, a HBO, com sete, a Apple TV+, com duas, e a Disney+, com uma nomeação, despontaram no Globo de Ouro.

Com a bilheteria do cinema tradicional em declínio acentuado devido à disseminação do vírus — houve mês em que a perda foi de cerca de 90% –, as plataformas de streaming pedem passagem. No mundo, segundo dados da Comscore, a queda de arrecadação na bilheteria de cinemas foi de 72% em 2020, recuando de 42,5 bilhões de dólares em 2019 para a faixa de 12 bilhões de dólares.

Com mais pessoas consumindo conteúdo em casa, a Netflix alcançou em 2020 um faturamento de 24,9 bilhões de dólares, crescimento de 24% em relação a 2019. O lucro líquido, por sua vez, cresceu 25,9% na mesma base de comparação, para 9,72 bilhões de dólares. As indicações conquistadas no Globo de Ouro e as que ainda certamente virão no Oscar servirão para que a empresa possa atrair uma nova gama de consumidores, aumentando mais a sua receita. A julgar pelo recrudescimento da Covid-19 no mundo, parece que o cinema vai continuar acontecendo, cada vez mais, em casa.

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