segunda-feira, março 8, 2021
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Falta plástico, como PVC, para fabricação de produtos hospitalares

A Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) enviou uma carta nesta quarta-feira, 3 para o Ministério da Economia ressaltando a preocupação sobre a escassez e os altos preços de matérias-primas do plástico. Na indústria de transformadores de plástico, 62% das empresas relataram obstáculos para adquirir insumos e atender a demanda, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria. O problema, segundo o setor, estaria nas medidas antidumping que encarecem importação de matérias-primas como PVC e PP. Na carta ao Ministério da Economia, a Abiplast ressalta que o setor de transformados plásticos atende segmentos fabricantes de itens essenciais na pandemia, como EPIs, seringas, catéteres, dentre outros utensílios médico-hospitalares.

De acordo com a Abint (Associação Brasileira das Indústrias de Não Tecidos e Tecidos Técnicos), a carência de PP gera grande repercussão no setor de saúde. “Importantes empresas têm registrado esse impacto, tendo que investir em matéria-prima importada com altíssimos custos de frete, imposto de importação e antidumping em alguns casos, para manter seus negócios funcionando, o que vai impactar inevitavelmente na ponta”, revela Carlos Eduardo Benatto, presidente da Abint. Ele lembra que os não tecidos de PP são utilizados amplamente pela indústria de higiênicos e de produtos médico-hospitalares.

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