sexta-feira, setembro 17, 2021
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Dia de tanques de guerra, voto impresso e muita inflação

VEJA Mercado abertura, 10 de agosto.

A bolsa de valores ficou quase no zero a zero no primeiro pregão da semana, mas a resposta aos ruídos políticos veio da baixa movimentação financeira na bolsa ontem. Os investidores parecem esperar para ver. Nesta terça-feira, o dia começou com o desfile dos blindados da Marinha, em Brasília, que foi chamado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, de uma “coincidência trágica”. O desfile foi bastante criticado por políticos por acontecer bem no dia da votação pelo Plenário do voto impresso. A expectativa é de que a medida não passe.

Enquanto isso, talvez o mercado reaja a questões mas palpáveis como a ata do Copom que saiu também na manhã desta terça. Basicamente, o Banco Central admite que a inflação está pior do que esperava e  fala em elevação de juros subsequentes, sem interrupção. Em um trecho, a ata diz que  uma “piora dos componentes inerciais dos índices de preços, em meio à reabertura do setor de serviços, poderia provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação”.  Mas não chega a ser exatamente uma novidade, já que os sinais de que o BC considera que a inflação não é apenas transitória foram dados ao fim da reunião do Copom, na semana passada. Não à toa o mercado já começou a rever suas projeções para a Selic neste ano e o último Boletim Focus, publicado ontem, já traz estimativa de que os juros terminem o ano em 7,25% ao ano.

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