segunda-feira, setembro 27, 2021
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Coligações partidárias fraudam vontade do eleitor, diz Barroso

O presidente do TSE Luís Roberto Barroso defendeu, nesta quarta, a posição contrária da Corte à volta das coligações partidárias.

O modelo, que permite a união de partidos em um único bloco na disputa de eleições, foi proibido em 2017. Na última semana, no entanto, a Câmara aprovou a volta das coligações. O texto agora está pendente de análise no Senado.

“É um modelo que frauda a vontade do eleitor e, portanto, frauda a democracia representativa”, declarou o ministro durante um evento da XP.

Barroso criticou, ainda, a perpetuação de siglas que funcionam como “negócio privado” e deu um exemplo do que classificou como incoerência no modelo de coligações.

“O PT se coligou com o que, à época, era o Partido Republicano. O PT tem específica posição sobre a condição da mulher e descriminalização do aborto. O PR era de base evangélica e é radicalmente contra a interrupção da gestação. Eles se coligam de forma que, quem votou numa liderança feminista, por exemplo, acabou elegendo também um pastor evangélico”, afirmou,

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