segunda-feira, março 8, 2021
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Qual tipo de profissional seria mais indicado para conselhos no longo prazo: coach, mentor, terapeuta ou sponsor?

Pergunta do leitor: “Eu li um texto produzido pelo InfoMoney entitulado: ‘Como montar um bom plano de carreira’. Esta matéria me gerou algumas reflexões. Estou com 30 anos e após passar por empresas multinacionais, eu abri mão de um plano de carreira concreto para empreender. Me sinto frustrado porque deixei algo sólido por algo incerto e hoje me sinto muito estressado e vivo ansioso. Nunca encontrei alguém que fosse um bom mentor. Meus entes mais próximos dizem que eu preciso de um terapeuta, eu acredito que um coach poderia me auxiliar a encontrar o caminho. Qual tipo de profissional seria mais indicado para me aconselhar no longo prazo? Coach, Mentor, Terapeuta, Sponsor? Sempre duvidei da eficácia destes profissionais, até o momento que me vi precisando deles”. 

Por Sofia Esteves*:   

“Olá, primeiro é importante ter consciência de que estamos vivendo outros tempos. Hoje tem sido cada vez mais comum encontrar profissionais com carreiras múltiplas. Isso significa mudar de carreira algumas vezes ao longo da vida, ou unir diferentes profissões, se dedicando a cada uma de forma separada ao longo da semana.

Então, sem culpas, ok? Você sentiu a necessidade de empreender e tudo bem. Garanto que você tem aprendido muito com essa experiência, o que a torna válida, tanto para continuar empreendendo, como para retomar ao seu mercado anterior e até mesmo para iniciar uma nova carreira, caso deseje.

Você é jovem. Os 30 anos de hoje já não são os mesmo em que você cresceu tendo como referência. A expectativa de vida do brasileiro aumentou exponencialmente nos últimos anos. Logo, isso implica em uma mudança de percepção sobre a nossa idade.

Antigamente, por volta de 1940, o comum era a expectativa de vida ser de até 45 anos, logo, aos 30, de fato, era importante já ter uma certa estabilidade para poder envelhecer com qualidade. Mas agora, os 30 são os novos 20. Isso não significa que os jovens profissionais devem abrir mão do bom senso, claro! Mas, vale ressaltar que tudo bem se aventurar profissionalmente.

Afinal, somos levados a escolher uma profissão muito jovens. Aos 17, 18 anos pouco sabemos sobre a vida e então, boa parte dos profissionais acabam adentrando carreiras que não são exatamente o que desejam para a sua vida posteriormente. O mercado precisa que seus talentos sejam utilizados da melhor forma possível e como fazer isso? Fazendo o que você ama! E como descobrir o que você ama? Experimentando.

Empreender foi uma escolha por algum motivo, você se recorda qual? O que te impulsionou? Resgate esse propósito e veja se ainda faz sentido para você. Caso sim, não desista. Entendo que empreender em tempos de pandemia não têm sido fácil para ninguém. Mas, muitos estão prosperando através da criatividade, da agilidade e da comunicação assertiva com o seu público. Você também pode, se abrir mão do estresse e focar sua atenção em como você pode se desenvolver e desenvolver sua empresa para alcançar seus objetivos.

Caso empreender não seja mais uma opção, é o momento de refletir se há motivação para voltar a trabalhar com o que você atuava, ou se tudo isso apenas serviu de experiência para um novo voo, uma nova carreira. Você também citou sua busca por um mentor e a dúvida sobre os diferentes perfis de profissionais e te digo: todos eles têm valor!

Na base está a psicoterapia. Mesmo que você faça acompanhamento com um coach, por exemplo, é o psicoterapeuta quem lhe dará apoio para organizar suas emoções da forma correta. Sem inteligência emocional, você pode ter o melhor mentor do planeta que você não saberá fazer bom uso das instruções, lembre-se disso!

O coach de carreira pode ser muito interessante para lhe ajudar a se recolocar no mercado, caso seja o caso. Já um coach de empreendedorismo será mais útil se a sua intenção for continuar gerindo um negócio. Então, primeiro é importante compreender onde você quer investir energia daqui a diante, ok?

No caso do empreendedorismo, o apoio de um sponsor pode ser muito bom. Porém, é fundamental compreender se a motivação que o levou a abrir seu próprio negócio tem a ver com a necessidade de não ter um gestor acima de você. Por apoiar financeiramente o negócio, o sponsor tem participação ativa na gerência do projeto, logo, você terá que dividir as tomadas de decisão novamente. Então, pense bem para evitar desconfortos.

Já a mentoria pode ter várias finalidades. Desde resolver um problema específico em questões técnicas ou de gestão até aconselhar sobre a condução da sua carreira. Assim como os coachs, há diversos perfis de mentores.

Em todos os profissionais citados, é essencial pesquisar bastante, conversar antes de contratar e investir naquele em que você mais confiou, ok? Boa jornada”

*Sofia Esteves é formada em psicolodia e é fundadora da Cia de Talentos e do Grupo DMRH.

Tem alguma dúvida sobre carreira? Envie sua pergunta para o e-mail [email protected]. A próxima resposta dos nossos especialistas pode ser a sua! 

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