segunda-feira, maio 10, 2021
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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

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SÃO PAULO – A sessão desta sexta-feira (9) é sem direção definida para os principais índices de bolsas internacionais, depois do S&P500 renovar recorde na véspera, puxada pela queda do rendimento dos Treasuries de 10 anos abaixo dos 1,72% ao ano.

Já as bolsas da China continental fecharam em baixas em meio aos dados oficiais divulgados na sexta que indicaram que o consumo chinês e a inflação subiram mais do que o esperado em março.

Por aqui, atenção para o IPCA, indicador oficial de inflação do país, de março, com expectativa de aceleração para alta de 1,03% na comparação com fevereiro, após alta de 0,86% no mês anterior. No final da manhã, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, participa de live promovida pela XP e pelo InfoMoney. Nos EUA, será divulgado o Índice de Preços ao Produtor.

No radar político, na noite da véspera, Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Senado tome providências para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, de forma a investigar possíveis omissões do governo federal no combate à pandemia.

Confira no que ficar de olho:

1. Bolsas mundiais

Os índices futuros americanos sobem nesta sexta, enquanto as bolsas europeias têm em sua maioria baixas, após Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, afirmar que a instituição pretende manter uma política monetária estimulativa. As bolsas asiáticas fecharam em território positivo.

Na quinta, o índice S&P 500 marcou o segundo recorde consecutivo em seu fechamento após subir 0,42%, impulsionado por comentários positivos do presidente do Fed, Jerome Powell.

Ele chamou a recuperação econômica até o momento de “desigual” e “incompleta”, o que foi interpretado como um sinal de que a política monetária continuará maleável até que uma recuperação mais robusta seja obtida.

O índice Nasdaq Composto também teve altas, subindo mais de 1%, conforme Amazon, Netflix e Alphabet, empresa dona do Google, fecharam em altas.

Enquanto isso, pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que vieram em número maior do que o esperado, derrubaram os rendimentos dos Treasuries.  Os dados mostraram que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 744 mil, com ajuste sazonal, na semana encerrada em 3 de abril, ante 728 mil na semana anterior.

Com isso, os títulos do Tesouro americano com vencimento em dez anos recuaram para cerca de 1,6%.

Nesta sexta, os índices futuros americanos ficam próximos à estabilidade. Assim os principais índices americanos se encaminham para fechar a semana com ganhos.

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em baixas, com exceção do índice Nikkei, do Japão, que subiu 0,2%.

O índice Hang Seng Index, de Hong Kong, caiu 1,07%, apesar de a empresa de tecnologia financeira Linklogis, apoiada pela Tencent, subir mais de 10% em sua estreia na bolsa. As ações da gigante Tencent tiveram leves altas.

Já as bolsas da China continental fecharam em baixas em meio aos dados oficiais divulgados na sexta que indicaram que o consumo chinês e a inflação subiram mais do que o esperado em março. O índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em março, mais do que o 0,3% estimado por analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters.

O índice de preços ao produtor subiu 4,4% em março em relação ao ano anterior, contrariando a expectativa de analistas ouvidos pela Reuters de que subiria 3,5%.

Após atingirem níveis recordes na véspera, as bolsas europeias têm em sua maioria baixas nesta sexta. O índice Eurostoxx, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 economias europeias, recua 0,06%.

Os problemas da farmacêutica AstraZeneca com a distribuição da vacina que desenvolveu em parceria com a Universidade de Oxford continuam a crescer nos últimos dias.

Apesar da falta global de imunizantes, Austrália, Filipinas e a União Africana se juntaram ao grupo de países que limitaram ou abandonaram as compras de vacinas devido a temores sobre a potencial ligação entre tipos raros de coágulos sanguíneos.

2. Agenda

A agenda conta com a primeira prévia do IGP-M às 8h, enquanto o destaque entre os índices de inflação fica para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, a ser revelado às 9h pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com consenso Refinitiv, a previsão é de alta de 1,03% frente fevereiro de 2021 e alta de 6,20% na comparação com março de 2020.

Já Luciana Machado, professora da Fipecafi, espera alta de 0,95% do IPCA na base de comparação mensal. Para a especialista, é provável que o índice apresente o maior resultado para o mês de março dos últimos anos, assim como aconteceu em janeiro e fevereiro.

Os setores mais afetados devem ser o de Transportes, que foi impactado pelo aumento dos preços de combustíveis, e o de Habitação, por conta do aumento do preço do gás de botijão e encanado. “A alta no preço dos combustíveis tem sido acentuada e já foi destaque na aceleração da inflação dos primeiros meses do ano. O preço dos combustíveis continua elevado e espera-se que a gasolina seja o item de maior pressão na inflação do mês. O setor de transportes deve também se destacar e mostrar aceleração em relação ao mês de fevereiro, pois é impactado diretamente pela alta no preço de combustíveis”, explicou.

Às 9h, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, participa de Reuniões de Primavera do FMI, e às 11h participa da série Super lives – 1 ano de pandemia, promovida pela XP Investimentos e pelo InfoMoney. Confira a programação completa clicando aqui. 

Paulo Guedes, ministro da Economia, participa de evento do Brazil Investment Forum, do Bradesco BBI, às 12h, e de evento do Banco Mundial às 17h.

Ainda no radar, acontece nesta sexta-feira a partir das 15h o leilão de quatro terminais de granéis líquidos no Porto do Itaqui, e um pequeno terminal de carga geral e produtos de madeira em Pelotas.

Às 9h30, são divulgados dados sobre o Índice de Preços ao Produtor em março nos Estados Unidos. Às 11h, são divulgados dados de estoques e vendas no atacado, relativos a fevereiro nos Estados Unidos. Às 12h, são divulgadas as atas das reuniões do FMI e o relatório Wasde (Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Mundial) da USDA (Agência de Desenvolvimento dos Estados Unidos).

Às 17h30 são divulgados dados sobre posições líquidas de especuladores da CFTC (Comissão de Traders de Futuros de Commodities).

3. STF manda Senado instalar CPI da Covid

O Brasil registrou na última quinta-feira um novo recorde de mortes por Covid-19 em um único dia, com a notificação de mais 4.249 óbitos, o que eleva o total de vítimas fatais da doença no país a 345.025, informou o Ministério da Saúde.

A marca de quatro mil mortes em um período de 24 horas havia sido verificada pela primeira vez na última terça-feira, quando foram computados 4.195 óbitos. O ministério também anunciou o registro de 86.652 novos casos de coronavírus nesta quinta-feira, com o total de infecções confirmadas no país avançando para 13.279.857.

22.170.108 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 10,47% da população. A segunda dose foi aplicada em 6.357.779 pessoas, ou 3% da população. Analistas vêm apontando a velocidade da imunização como um dos fatores a influenciarem a retomada da economia.

Na quinta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a imediata instalação da CPI da Covid no Senado,que terá como objetivo apurar supostas omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Barroso atendeu a pedido feito em ação movida pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO). Apesar de o pedido de abertura da CPI já contar com assinaturas o suficientes, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vinha retardando sua decisão para instalá-la. Mais cedo na quinta, Pacheco chegara a afirmar: “Em algum momento a CPI será instalada, mas não deveria ser instalada agora”.

Na liminar, o Barroso destacou que a Constituição estabelece que as CPIs devem ser instaladas sempre que três requisitos forem preenchidos: assinatura de um terço dos integrantes da Casa, indicação de fato determinado a ser apurado e definição de prazo certo para duração.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou na quinta-feira que vai cumprir a decisão do ministro, mas disse que a considera “equivocada” e invoca precedentes inadequados.

O presidente do Senado afirmou também avaliar que a CPI poderá expor os senadores ao risco de serem contaminados pela Covid-19, uma vez que precisa ocorrer de forma presencial. E que tem ainda condições de se tornar uma antecipação do palanque político para as eleições de 2022.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que a CPI “em nada contribuirá para vencer a pandemia”. E o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), disse que a CPI é “inoportuna à medida que compromete os esforços para garantir atendimento aos casos graves e acelerar a vacinação”. Ambas as manifestações ocorreram em redes sociais.

Também na quinta, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram nesta quinta-feira maioria para proibir a realização de quaisquer cerimônias presenciais como missas e cultos, como forma de tentar conter a rápida propagação do coronavírus.

Até o momento, seis dos 11 ministros votaram para rejeitar esse tipo de cerimônias religiosas ao considerarem, de maneira geral, que esses encontros podem potencialmente agravar a situação da crise sanitária no Brasil.

Os ministros seguiram a linha do voto dado na véspera pelo ministro Gilmar Mendes, que já tinha dado uma liminar para barrar esses encontros. Na prática, a maioria anula a decisão liminar do ministro Kássio Nunes Marques, que havia determinado no final de semana a reabertura de cultos, atendendo a um pedido da Anajure (Associação Nacional dos Juristas Evangélicos).

Além disso, o Senado aprovou na quinta, em dois turnos, Proposta de Emenda à Constituição que confere imunidade tributária por três anos a vacinas contra doenças que forem utilizadas no âmbito de estado emergência pública de importância nacional, como a Covid-19.

Em sua transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) baixou o tom em relação aos seguidos ataques que vinha fazendo desde o início da pandemia às medidas de restrição, reconhecendo que o país atravessa uma situação “bastante complicada”, e falou na necessidade de atingir um “meio-termo”.

“Eu gostaria que aqueles que acham que podem fechar sem se preocupar com o desemprego visitem as comunidades, entrem na casa delas, vejam o que tem dentro da geladeira, como sobrevivem, para ver se a gente vai para o meio-termo, pelo menos, no tocante a evitar que empregos sejam destruídos cada vez mais em nosso Brasil”, disse Bolsonaro.

No mês passado, Bolsonaro chegou a lançar uma ofensiva no Supremo Tribunal Federal (STF) contra medidas estaduais e ameaçou inclusive tomar “medidas duras” se a ação não prosperasse. A ação do presidente acabou por fracassar no STF.

4. Secretário do Tesouro defende vetos no Orçamento

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou na quinta-feira que, para o Ministério da Economia, o veto de ao menos parte das emendas parlamentares, que destinam recursos para congressistas gastarem em obras em seus redutos eleitorais, seria a solução mais adequada à Lei Orçamentária de 2021. A fala ocorreu durante live do Broadcast do jornal O Estado de S. Paulo.

O Orçamento foi aprovado pelo Congresso Nacional há duas semanas, mas vem sendo chamado de “fictício” por não destinar recursos o suficiente a gastos obrigatórios, ao mesmo tempo em que elevou gastos com áreas como emendas parlamentares, defesa e segurança pública.

“Em termos de posição do próprio ministério, da Secretaria de Orçamento, Tesouro, é que o mais adequado seria, justamente, um veto. Aí, também, específico, na parte das emendas de relator e, concomitante a isso, fazer justamente a recomposição e distribuição de recursos por meio de um PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional).” Questionado se o veto seria total ou parcial, Funchal afirmou que isso dependeria do tamanho da recomposição, afirmando que as emendas do relator totalizam R$ 29 bilhões.

Funchal, afirmou que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022, a ser apresentada já na próxima semana ao Congresso Nacional, terá um padrão “normal” de meta fiscal, após flexibilidade na LDO de 2021.

“Vamos fazer o padrão, projetar o que esperamos de receita. As receitas são mais simples, porque seguimos a regra do teto e é isso, a meta vai estar definida. (…) É voltar ao padrão normal e não como no ano de 2020 e 2021”, disse Funchal em videoconferência promovida pelo Broadcast.

Em 2020, o governo solicitou flexibilidade na meta fiscal no projeto de LDO de 2021, com o objetivo de que ela fosse mudada sempre que as receitas fossem recalculadas. O projeto depois foi alterado para estabelecer uma meta definida de déficit primário.

Além disso, em conferência da Consulting House o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou que ao elevar a Selic em março para 2,75% não assumiu um compromisso, mas apenas sinalizou o que considerava adequado naquele momento: dar início a uma “normalização parcial” da taxa de juros.

“Ajuste parcial não é compromisso (…) Nosso único compromisso é perseguir o centro da meta de inflação no horizonte relevante”, afirmou.

O diretor destacou que o aperto monetário maior do que o esperado pelo mercado foi importante para diminuir a probabilidade de a inflação superar a meta deste ano e para ancorar as expectativas para um horizonte mais longo.

O aperto de março surpreendeu os analistas de mercado, que apostavam, na maioria, em uma alta de 0,50 ponto da taxa de juros. Na ata da reunião, o BC sinalizou novo elevação de 0,75 ponto da Selic para maio. “O custo de o BC ser visto como leniente com a inflação de 2021 naquele momento e que está postergando a convergência para 2022 seria um custo muito elevado”, afirmou. “Acho que foi muito importante ser decisivo e começar esse ajuste mais célere do que o mercado esperava.”

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira a chamada Lei do Gás, que muda o marco regulatório do setor. A nova lei traz entre as inovações, a troca do regime de outorga pelo de autorização para explorar serviços de transporte dutoviário e de estocagem subterrânea, o que reduz a burocracia para expansão da malha de transporte de gás natural.
Outra novidade é a garantia de acesso não discriminatório a infraestruturas como gasodutos de escoamento da produção, instalações de tratamento ou processamento e terminais de gás natural liquefeito (GNL).

5. Radar corporativo

A SLC Agrícola comunicou que arrendou da Agricola Xingu S.A. uma área de 39.034 hectares para a exploração do plantio de grãos e algodão. Essa área está localizada entre os municípios de Correntina (BA) e Unaí (MG). O valor do arrendamento não foi informado.

A empresa de concessões na área de transportes CCR irá realizar no dia 30 de abril o pagamento de dividendos obrigatórios e adicionais no valor total de R$ 181,5 milhões (R$ 0,08984205744 por ação ordinária).

A empresa de locação de automóveis e gestão de frotas Localiza comunicou a conclusão da oferta de emissão de R$ 1,2 bilhão em debêntures simples e não conversíveis em ações.

A empresa especializada em armazenagem de produtos agrícolas Kepler Weber irá realizar em 16 de abril o pagamento de R$ 25,4 milhões em dividendos.

A construtora Even divulgou os dados operacionais do primeiro trimestre do ano, em que realizou o lançamento de sete empreendimentos imobiliários, sendo três em São Paulo e quatro no Rio Grande do Sul. Esses empreendimentos somam um valor geral de vendas (VGV) de R$ 902,6 milhões, sendo que a parte que cabe à Even é de R$ 715,6 milhões. O VGV é o valor potencial de venda de todas as unidades de um empreendimento.

A Aura Minerals, que opera minas de ouro, prata e cobre em Honduras, Brasil e México, anunciou  sua prévia operacional referente ao primeiro trimestre do ano. Nesse período, a companhia atingiu a produção de 66.782 onças equivalentes de ouro (GEO), uma alta de 68% na comparação com os primeiros três meses de 2020. Esse montante é o segundo maior já registrado pela companhia em um único trimestre – o maior são os 68.964 GEO reportados no quarto trimestre.

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