sexta-feira, abril 16, 2021
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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

SÃO PAULO – A sessão é mista para os principais índices mundiais. A maior parte dos índices europeus tem alta, com a Europa atenta à reabertura da economia no Reino Unido. Enquanto isso, os índices futuros americanos recuam após o
fechamento recorde da semana anterior.

Já os contratos futuros de petróleo têm leve queda após uma empresa de serviços do Canal de Suez informar que conseguiu deixar o navio porta-contêineres Ever Given “parcialmente” em posição de flutuação.

Por aqui, atenção para os números da Covid e, no radar corporativo, para a temporada de resultados, com destaque para Oi e Cemig. Confira no que ficar de olho:

1.Bolsas mundiais

As bolsas europeias têm tendência mista nesta segunda-feira (29), e os índices futuros americanos recuam. As bolsas asiáticas fecharam com resultados variados entre si.

As bolsas americanas encerraram a semana passada em alta, com destaque para avanço de 1,7% no índice S&P 500 e de 1,2% do Nasdaq na sexta (26), apesar da divulgação de dados indicando queda de gastos de consumidores no mês anterior.

Na quarta-feira passada, o secretário de imprensa do governo, Jen Psaki, afirmou que Biden pretende anunciar dois novos pacotes de estímulo nos próximos meses, um deles cobrindo infraestrutura e o outro, saúde e apoio a famílias.

Nesta segunda, investidores aguardam por novos sinais de Biden sobre o pacote de infraestrutura, que poderia custar mais de US$ 3 trilhões. Espera-se que o presidente revele seus planos ao viajar a Pittsburgh na próxima quarta.

As bolsas asiáticas fecharam com resultados variados entre si. As bolsas da China continental tiveram altas, e o índice Nikkei 225, do Japão, subiu 0,71%. Mas os papéis da empresa japonesa de serviços financeiros Nomura recuaram 16,33% na segunda, após a empresa anunciar um prejuízo potencial de US$ 2 bilhões em uma subsidiária dos Estados Unidos.

Alguns índices europeus iniciaram a semana em um tom positivo, com o índice Eurostoxx, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, subindo 0,11%. O destaque é para o Reino Unido, que começa a semana aliviando as medidas de lockdown.

Segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, no auge da crise de Covid até o momento, em 23 de janeiro, 1.348 pessoas chegaram a morrer em um único dia, e a média de mortes em sete dias atingiu a marca de 1.248.

Desde então, o país instaurou fortes medidas de lockdown, e foi capaz de vacinar 48,64% de sua população até a sexta-feira (26), de acordo com dados compilados pelo site Our World in Data. No domingo, 19 pessoas morreram de covid no país, onde a taxa de hospitalização continua a recuar, e a média de mortes em sete dias foi de 62.

Com o afrouxamento das medidas de lockdown na Inglaterra a partir de segunda, pessoas passam a ter autorização para se encontrar em grupos de até seis, com membros de quaisquer famílias, pela primeira vez em meses. A mudança encerra meses de enfoque, pelo governo, na mensagem “fique em casa”.

O governo do Reino Unido pede que as pessoas se encontrem ao ar livre, em parques e jardins privados, mantenham distanciamento social e não viajem. O limite no número de pessoas que cada um pode encontrar ao ar livre na Inglaterra não deve ser alterado até maio.

Apesar da alta em média, medida pelo índice Eurostoxx, há desempenhos variados nos índices europeus. O índice FTSE, do próprio Reino Unido, recua 0,27%, enquanto o DAX, da Alemanha, sobe 0,23%, e o CAC, da França, avança 0,22%.

O atrito em torno da vacina continua na região. A União Europeia continua a ameaçar bloquear a exportação de vacinas para fora da área até que cumpra com as metas para vendas regionais.

Na China, a sessão foi de alta para os principais índices do país, uma vez que resultados positivos em empresas industriais melhoraram o sentimento, embora as vendas estrangeiras através do programa Stock Connect tenham limitado os ganhos.

Os lucros anuais nas empresas industriais da China saltaram nos dois primeiros meses de 2021, destacando uma recuperação no setor industrial do país e ampla retomada na atividade econômica da crise do coronavírus. Ajudando o sentimento, o crescimento do lucro avançou nos principais credores do país no quarto trimestre de 2020.

No mercado de commodities, o petróleo chegou a ter queda nesta manhã, mas virou para leve alta, enquanto os esforços continuavam para desenterrar o gigante navio de contêineres que obstrui o Canal de Suez. Uma empresa de serviços do Canal de Suez informou nesta segunda que conseguiu deixar o navio porta-contêineres Ever Given “parcialmente” em posição de flutuação. A companhia, no entanto, não deu detalhes sobre quando a embarcação, que bloqueia o canal há seis dias, seria completamente desencalhada. Enquanto isso, há expectativas de que o grupo OPEP + de produtores líderes manterá a produção em maio.

Veja o desempenho dos principais indicadores às 8h40 (horário de Brasília):
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,06%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,75%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,18%
Europa
*Dax (Alemanha), +0,45%
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,07%
*CAC 40 (França), +0,43%
*FTSE MIB (Itália), +0,18%
Ásia
*Nikkei (Japão), +0,71% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,01% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,16% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,5% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +0,87%, a US$ 61,5 o barril
*Petróleo Brent, +1,04%, a US$ 65,2 o barril
*Bitcoin, +3,17%, a US$ 57.950,59
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com alta de 2,01%, cotados a 1123,0 iuanes, equivalente hoje a US$ 171,16 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,56

2. Agenda

Nesta segunda, às 8h25, é divulgado o Boletim Focus do Banco Central, com as expectativas de analistas quanto a indicadores importantes, como inflação, PIB e câmbio.  Às 9h30, são divulgados dados sobre total de empréstimos em aberto, taxa de inadimplência de empréstimos pessoais e volume de crédito, referentes a fevereiro no Brasil.

Às 11h30, o Fed de Dallas divulga dados sobre atividade manufatureira, relativos a março.

3. Novo recorde na média de mortes por Covid

O Brasil bateu pela terceira vez no domingo (28) o seu recorde de mortes por Covid na média móvel de sete dias, 2.598 casos, alta de 40% frente à média de 14 dias atrás. Em 24 h foram registradas 1.605 mortes por Covid.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h de domingo, o avanço da pandemia em 24 h. A média móvel de novos casos em sete dias foi de 76.599, alta de 14% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram 43..402 casos. 15.476.005 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a covid no Brasil, o equivalente a 7,31% da população. A segunda dose foi aplicada em 4.695.360 pessoas, ou 2,22% da população. Analistas vêm apontando a velocidade da imunização como um dos fatores a influenciarem a retomada da economia.

De acordo com informações publicadas em reportagem de capa do jornal O Estado de S. Paulo, além da fila por leitos e da falta de oxigênio e remédios, hospitais de ao menos nove estados também são pressionados pela falta de profissionais para atuarem em UTIs (unidades de terapia intensiva). Segundo o jornal paulista, gestores de entidades médicas de Bahia, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Tocantins apontam dificuldades de contratação para compor equipes.

Desde sexta-feira, o estado do Rio de Janeiro e a cidade de São Paulo implementam um “megaferiado” que deve perdurar até 4 de março, visando conter o avanço da Covid. No estado de São Paulo, as internações registram leve queda, apesar de a ocupação de leitos de UTI direcionados a Covid continuar em 90%. Especialistas atribuem o sinal de recuo como um reflexo das medidas mais rígidas de isolamento.

Além disso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou no domingo que fez exigências à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo no processo de análise do pedido para realização de testes clínicos de Fases 1 e 2 da potencial vacina contra Covid-19 Versamune. Nessas fases são testadas a segurança e a resposta imune induzida pela vacina em um número reduzido de voluntários

O pedido para realização de testes clínicos foi entregue na quinta. A Versamune está sendo desenvolvida em parceria entre a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, a empresa brasileira Farmacore e a norte-americana PDS Biotechnology.
“As exigências não suspendem a análise das demais informações apresentadas pelas desenvolvedoras da vacina”, disse o órgão regulador em nota, sem entrar em detalhes sobre as exigências feitas.

A Versamune conta com apoio do governo federal e o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou na sexta que os ensaios clínicos de Fases 1 e 2 serão realizados com 360 pessoas, ao longo de cerca de três meses. Posteriormente, serão realizados os ensaios clínicos de Fase 3, com número de voluntários de 20 mil a 30 mil, para testar a eficácia da vacina, de acordo com o ministro. Para a realização da Fase 3 é necessária uma nova autorização da Anvisa.

4. Orçamento questionado

Um grupo de deputados de dez partidos enviou ao presidente Jar Bolsonaro (sem partido) uma carta em que pedem explicações sobre como o Poder Executivo pretende cumprir com o teto de gastos sem recorrer a “pedaladas fiscais”. Eles questionam o modelo do Orçamento aprovado em 25 de março, marcado por corte de despesas primárias obrigatórias e elevação de gastos em outras áreas para viabilizar emendas parlamentares.

A carta é assinada por deputados de Novo, DEM, PSB, PSL, PSD, PSDB, PV, Avante, PDT e PT. Em entrevista publicada no jornal O Globo, o deputado Vinicius Poit (SP), líder do Novo afirmou que os deputados pretendem recorrer ao TCU (Tribunal de Contas da União). “Estamos estudando essa matéria para poder recorrer ao TCU e aprofundar os dados do Orçamento. Estou esperando o retorno dos técnicos para podermos fazer uma representação”, disse Poit.

De acordo com integrantes do TCU ouvidos pelo jornal O Globo, o tribunal já se prepara para aprovar um parecer alertando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre crime de responsabilidade fiscal, caso ele sancione o projeto de Orçamento para 2021 da forma como foi aprovado no Congresso.

De acordo com um integrante da Corte cujo nome não foi identificado, o ideal seria vetar trechos do texto para que este fique adequado à Lei de Responsabilidade Fiscal. Do contrário pode vir a ser acusado de crime fiscal.

De acordo com o jornal Valor, Bolsonaro já se prepara para enviar ao Congresso um projeto de lei de crédito suplementar para cancelar determinadas despesas, especialmente aquelas adicionadas pelo relator-geral da proposta, Márcio Bittar (MDB-AC). O governo também deve enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei de crédito suplementar visando recompor as dotações de despesas obrigatórias cortadas por Bittar.

Segundo o jornal, a área técnica do governo avalia que, da forma como foi aprovado, o Orçamento é inexequível devido ao grande corte de verbas de despesas obrigatórias, de R$ 26,46 bilhões, para o acréscimo de emendas destinadas a obras em redutos eleitorais dos congressistas.

Técnicos avaliam que seria necessário o bloqueio de dotações orçamentárias em cerca de R$ 43 bilhões. Isso reduziria para R$ 49,5 bilhões as verbas destinadas a investimento e custeio da máquina estatal, o que traz risco de paralisação de serviços públicos.

Ainda no radar, conforme destaca a Folha, mesmo com a criação de um comitê nacional para enfrentamento da Covid-19, do qual fazem parte a cúpula do Legislativo e representantes do governo federal, o movimento de cobrança a Jair Bolsonaro, liderado pelos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deve ganhar força no Congresso.

Para congressistas, os sinais dados por Bolsonaro continuam contraditórios. Desta forma, caberia ao Legislativo se manter vigilante e emitir os alertas que julgar necessários para tentar uma correção de rumo antes da adoção de medidas mais duras.

5. Radar corporativo

A temporada de resultados segue em destaque. A Oi, em recuperação judicial, teve lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 1,79 bilhão no quarto trimestre de 2020, revertendo parcialmente o prejuízo de RS 2,26 bilhões em igual período de 2019. Em 2020, houve prejuízo de R$ 10,5 bilhões.

Já a Cemig  obteve lucro líquido de R$ 1,332 bilhão no quarto trimestre de 2020, montante 136,2% maior do que o lucro de R$ 563,962 milhões (reapresentado) no mesmo período de 2019.

A estatal Eletrobras informou nesta sexta-feira que o conselheiro Ricardo Brandão apresentou carta de renúncia e deixará o cargo a partir de 1° de abril. “Em substituição ao Sr. Ricardo assumirá a Sra. Ana Carolina Tannuri Laferté Marinho, cuja eleição foi realizada nesta data”, disse a estatal em comunicado ao mercado, sem detalhar motivos da renúncia. Brandão havia sido indicado pelo governo, controlador da empresa.

A polícia do Rio de Janeiro deu início a investigações sobre denúncias realizadas pelo bilionário israelense Beny Steinmetz a respeito da mineradora Vale, afirmando que a companhia escondeu de seus acionistas, de forma ilegal, as condições sob as quais a BSGR, empresa de Steinmetz, exploraria um dos maiores depósitos de minério de ferro do mundo, disseram procuradores nesta sexta-feira. A Vale e a BSG Resources formularam uma joint venture em 2010 para desenvolver o vasto campo de Simandou, na Guiné, e travam uma disputa legal relacionada ao projeto de minério de ferro. A concessão acabou sendo revogada pelo governo guineano, que indicou possuir evidências de que a BSGR obteve os direitos por meio de corrupção. A companhia nega as acusações.

A Rumo, maior operadora de ferrovias do Brasil, assumiu integralmente os serviços de descarga do terminal da Rocha em Paranaguá (PR) a partir do sábado. A empresa diz que a mudança ocorre por meio de uma sinergia com as empresas Cotriguaçu e Rocha, por meio de uma obra realizada entre o segundo semestre de 2020 e fevereiro de 2021, com investimento de R$ 7,6 milhões. O objetivo é proporcionar maior fluidez na operação ferroviária.

O conselho de administração da Cosan aprovou a criação de um novo plano de recompra de ações da companhia, envolvendo no máximo 17 milhões de papéis, segundo ata de reunião realizada na sexta. O programa foi aprovado por unanimidade e substituirá o plano de recompra atualmente vigente. Atualmente, a Cosan possui cerca de 288,6 milhões de ações ordinárias em circulação e 11,7 milhões mantidas em tesouraria. A recompra, dessa forma, envolveria no máximo 3,63% do total de ações e até 5,89% dos papéis circulantes.

A partir desta segunda, a AES Tietê Energia passa oficialmente a ser AES Brasil na bolsa brasileira, com importantes mudanças para os acionistas. A alteração foi aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última terça-feira, permitindo que a AES Tietê seja absorvida pela AES Brasil Energia, que passará a ser a holding controladora.

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