sábado, junho 19, 2021
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Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos em dia de aversão ao risco no exterior após ata do Fomc; dólar cai

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro tenta esboçar uma recuperação nesta quinta-feira (20) e opera entre perdas e ganhos, ainda com pressão externa conforme os índices futuros dos Estados Unidos estendem as perdas da véspera em meio aos temores sobre a queda dos estímulos pelo Federal Reserve.

Na tarde da última quarta, a ata do Federal Open Market Committee (Fomc, na sigla em inglês) apontou que já vem sendo discutida a redução de estímulos por meio de ajuste com programas de recompras de títulos.

Segundo a minuta: “Vários participantes sugeriram que, se a economia continuar a fazer rápido progresso em direção às metas do Comitê, pode ser apropriado começar a discutir um plano para ajustar o ritmo de compra de ativos em algum momento das próximas reuniões”.

No Brasil, os investidores seguem atentos à CPI da Pandemia, com a retomada do depoimento de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, nesta manhã.

No noticiário corporativo, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira o texto da medida provisória que permite a privatização da Eletrobras.

Às 9h12 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em junho de 2021 tinha leve alta de 0,01%, a 123.110 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em queda de 0,47% a R$ 5,290 na compra e a R$ 5,291 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em junho registra baixa de 0,40% a R$ 5,294.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai um ponto-base a 4,96%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de um ponto-base a 6,78%, o DI para janeiro de 2025 recua um ponto-base a 8,28% e o DI para janeiro de 2027 registra variação negativa de dois pontos-base a 8,86%.

Atenção também para o movimento das criptomoedas, após a forte queda de ontem, o Bitcoin retoma o nível dos US$ 40 mil nesta quinta, em uma recuperação ainda sem muita força.

Na quarta-feira, uma queda brusca no preço do Bitcoin, que chegou a recuar 30%, levou a uma sessão de altos e baixos em Wall Street. Ações associadas a criptomoedas, como Tesla, Coinbase e MicroStrategy, puxaram a queda do mercado.

Não só criptomoedas, mas outras áreas do mercado associadas à forte liquidez tiveram quedas. A sessão foi marcada pela venda em massa em setores mais especulativos.

Leia também: Correção normal ou estouro de bolha? Analistas avaliam futuro do Bitcoin após a queda desta quarta-feira

As bolsas asiáticas fecharam com resultados variados entre si na quinta-feira. As bolsas de Hong Kong e da Coreia do Sul tiveram quedas, após passarem a quarta-feira fechadas por conta de feriados. O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,34%, enquanto que o Índice Hang Seng recuou 0,5%. O Nikkei, do Japão, subiu 0,19%; e o índice Shanghai, da China, recuou 0,11%.

As bolsas europeias têm altas nesta quinta, apesar da preocupação com quedas abruptas na Bitcoin e com a sinalização pelo Fed de que pode reduzir sua compra de ativos antes do esperado.

O índice Eurostoxx, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,17%. Ações do setor de tecnologia sobem 1,2%, enquanto que aquelas do setor de seguros recuam 0,2%.

CPI da Covid

Na quarta (19), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.944, queda de 14% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registradas 2.485 mortes.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 64.786, alta de 9% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 70.706 casos. 40.365.246 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 19,06% da população. A segunda dose foi aplicada em 19.909.403 pessoas, ou 9,4% da população.

Na quarta, o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, falou à CPI da Covid no Senado. Até o momento, ele é o ministro da Saúde que durou mais tempo na gestão da pandemia do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Nas sete horas de sessão, Pazuello afirmou que Bolsonaro não lhe mandou cancelar o contrato para a compra da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, produzida no Brasil pelo parceiro Instituto Butantan. “Nunca o presidente me mandou desfazer qualquer contrato, qualquer acordo com o Butantan, ele nunca falou um ‘ai’ sobre o Butantan”, afirmou.

Em 21 de outubro, o presidente anunciou, no entanto, pelas redes sociais que: “Ele [Pazuello] tem um protocolo de intenções, já mandei cancelar, se ele assinou. O presidente sou eu. Não abro mão da minha autoridade”. Segundo Pazuello, “o que o presidente colocou na rede social ele não repetiu pra mim”.

Em dado momento, Pazuello afirmou que entre os motivos para não assinar rapidamente um memorando de entendimento com a Pfizer estavam pareceres de órgãos como o TCU (Tribunal de Contas da União), que, no entanto, informou que não apresentou nada nesse sentido. O ministro voltou atrás, e afirmou que cometera um equívoco.

Ele também afirmou que a pasta respondeu diversas vezes a ofertas da Pfizer. “Nós respondemos inúmeras vezes, inúmeras vezes, a Pfizer. Eu tenho todas as respostas aqui”, disse Pazuello. “A resposta à Pfizer é uma negociação, que começa no momento da proposta e termina com a assinatura do MoU (memorando de entendimento)”, afirmou.

Pazuello negou que tenha sofrido pressão para recomendar o chamado “tratamento precoce” (medicamentos sem eficácia cientificamente comprovada promovidos pelo governo para suposto tratamento da Covid).

Segundo o ministro, a nota informativa feita pelo ministério logo depois que ele assumiu a pasta, que definia critérios para o uso do medicamento no início da contaminação, não era uma protocolo ou uma determinação, mas uma orientação.
“Colocávamos que o médico seria soberano, era público e notório que a cloroquina estava sendo usada off label”, disse.

Pazuello alegou que foi informado sobre a falta de oxigênio em Manaus apenas em 10 de janeiro.

Logo em seguida, chegou à CPI um documento em que o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirma que Pazuello soube da falta de oxigênio no estado do Amazonas em 7 de janeiro, por meio de conversa telefônica com o secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo. A nota respondia a requerimento apresentado pelo deputado José Ricardo (PT-AM).

Em seguida, foi acusado pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), de mentir. “O depoente foi treinado e está mentindo muito. Vamos agora pedir que a CPI contrate uma agência de checagem on-line de fatos”, disse.

Pazuello afirmou também que em nenhum momento foi orientado pelo presidente Jair Bolsonaro a fazer qualquer coisa diferente do que já estava sendo feito por ele à frente da pasta e que suas decisões jamais foram contrapostas pelo presidente.

Ele afirmou que não chegaram orientações de fora da pasta ao Ministério da Saúde e não havia influência dos três filhos políticos do presidente –o vereador Carlos (Republicanos-RJ), o deputado federal Eduardo (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ)– no ministério.

O ex-ministro deixou a comissão no fim da tarde, durante o intervalo. O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que ele passou mal e teve uma síncope vasovagal. Pazuello voltará a depor à CPI nesta manhã.

Ministro do Meio Ambiente investigado

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira a operação Akuanduba para apurar suspeita de crimes de corrupção e facilitação de contrabando de madeira de origem ilegal praticados por agentes públicos e empresários do setor madeireiro na exportação de madeira, tendo como um dos alvos o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A PF informou em nota que cumpre no total 35 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Pará e Distrito Federal, e que o Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou o afastamento preventivo de 10 autoridades do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama.

“As investigações foram iniciadas em janeiro deste ano a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras noticiando possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira”, afirmou a PF em nota.

O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles é o principal alvo da investigação, que apura a revogação de normas para atender a madeireiros. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão, e teve os sigilos fiscal e bancário quebrados.

Salles afirma que a investigação “não tem substância”, e que o ministro do STF Alexandre de Moraes, que determinou a operação de busca e apreensão, teria sido “induzido a erro”.

Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, a investigação parte de uma cooperação com o governo dos Estados Unidos, e teve início após o Serviço de Pesca e Vida Selvagem americano deter para inspeção três contêineres de madeira exportados pelo Brasil no porto de Savanna, na Geórgia.

Os embarques foram expedidos pela Tradelink Madeiras Ltda, de Ananindeua, no Pará, e eram destinados à Tradelink Wood Products de Greensboro, na Carolina do Norte. A manifestação dos embarques não possuía documentação do Ibama ou de outra agência de controle ambiental. Assim, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem solicitou ao Ibama a confirmação relativa à legalidade dos embarques, dando início às investigações.

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, e outras autoridades do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente foram afastados de seus cargos pelo Supremo. Segundo o comunicado da PF, a corte também determinou a suspensão imediata da aplicação de um despacho do instituto ambiental.

Ao determinar a quebra do sigilo bancário e fiscal de Salles, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontaram “operações suspeitas”. Um desses documentos teria indicado “movimentação extremamente atípica envolvendo o escritório de advocacia cujo Ministro de Estado é sócio (50%), durante o período compreendido de 01/01/2012 a 30/06/2020, em valores totais de R$ 14.162.084,00 (catorze milhões, cento e sessenta e dois mil e oitenta e quatro reais), situação que recomenda, por cautela, a necessidade de maiores aprofundamentos”.

Salles já era alvo de um pedido de investigação no âmbito do STF por crimes ligados à venda ilegal de madeira, na qual foi apontado pela PF como defensor dos madeireiros. Segundo o pedido, Salles chegaria a respaldar documentos supostamente fraudados de aquisição de madeira.

Após apresentar o pedido ao Supremo, em abril, o então superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, foi substituído do cargo.

Radar corporativo

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira o texto da medida provisória que permite a privatização da Eletrobras. A proposta autoriza o governo a diluir sua participação na estatal, hoje em torno de 60% para 45%, por meio da oferta de novas ações no mercado. A MP foi aprovada por 313 votos a favor a 166. Os deputados votaram todos os “destaques” durante a madrugada de quinta-feira. O texto agora passa à análise do Senado, onde tem de ser aprovado até o dia 22 de junho para que não perca a validade.

A MP foi aprovada sem apoio da oposição e com resistência de partidos da base aliada. Pela manhã de ontem, partidos entraram com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a votação. O líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que a votação era uma afronta à democracia, por não ter sido discutida em uma comissão mista, formada por deputados e senadores.

Já o conselho de administração da Cielo aprovou em reunião na véspera o pedido de renúncia do diretor-presidente da companhia Paulo Rogério Caffarelli. Na mesma reunião, o colegiado elegeu para o posto, por unanimidade, Gustavo Henrique Santos de Sousa, que hoje ocupa os cargos de Diretor sem Designação Específica (vice-presidente de Finanças) e de Diretor de Relações com Investidores.

Em comunicado, a companhia afirma que Santos de Sousa ficará até a primeira reunião a ser realizada pelo Conselho de Administração imediatamente após a Assembleia Geral Ordinária da companhia que deliberar sobre questões referentes ao exercício social de 2021. O documento também diz que o executivo preenche todas as condições previstas em resolução do Banco Central e somente tomará posse após a homologação de sua eleição pelo BC.

Na avaliação do Itaú BBA, a notícia é ligeiramente negativa. “Acreditamos que a renúncia de Caffarelli representa um desafio a mais no contexto dinâmico e competitivo que a Cielo está enfrentando e deve se somar às incertezas do mercado quanto à capacidade da empresa de se reinventar em um cenário extremamente adverso”, avaliam os analistas do BBA.

O Itaú BBA rebaixou ainda a recomendação para as ações da Ambev, que passaram de outperform (desempenho acima da média do mercado) para marketperform (desempenho em linha com a média do mercado), apesar da elevação do preço-alvo para 2021 de R$ 18 para R$ 19.

“Os resultados do quarto trimestre de 2020 e do primeiro trimestre de 2021 foram positivos e superaram nossas estimativas, com os principais fatores sendo preços acima do esperado e volumes melhores do que o esperado. Enquanto incorporamos esse momentum em nossas projeções revisadas, levando a revisões positivas, destacamos que a partir da segunda metade do ano haverá uma base de comparação mais difícil para o resto do ano. Somando-se a isso, vemos uma inflação de custos persistente se estendendo até 2022, o que poderia criar desafios adicionais à medida que a Ambev busca expandir suas margens”, apontam os analistas.

De acordo com os analistas, apesar da notável execução da empresa em termos de inovação tecnológica e de produto, a redução da recomendação é baseada no: forte desempenho das ações desde a elevação da recomendação em dezembro, levando a um potencial de alta mais limitado e as perspectivas desafiadoras para o segundo semestre de 2021 e para 2022.

Já a CCR comunicou que a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou a celebração do Primeiro
Termo Aditivo ao Contrato de concessão firmado por sua controlada direta MSVia com a União em 2013, por intermédio da agência reguladora. O termo estabelece as obrigações relativas à relicitação do trecho concedido da BR-163/MS, trecho
entre a divisa do estado do Mato Grosso e a divisa com o Paraná, nos termos da qualificação do empreendimento aprovada em março.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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