sábado, junho 19, 2021
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Barragem desativada da Vale tem risco de ruptura, diz órgão trabalhista; BRF, JBS, Petrobras e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quinta-feira (10) tem como destaque a afirmação de que a barragem desativada da Vale em Mariana tem risco de ruptura, de acordo com a Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais, responsável por interditar atividades da empresa no local.

Já a companhia de alimentos BRF anunciou na quarta-feira aporte de R$ 764 milhões para ampliar as instalações de suas unidades em Santa Catarina e Mato Grosso Sul.  A JBS USA, subsidiária da brasileira JBS nos Estados Unidos, confirmou em comunicado divulgado na quarta que pagou o equivalente a US$ 11 milhões em resposta a um ataque hacker contra suas operações.

A Petrobras informou na quarta que suas vendas de diesel alcançaram 812 mil bpd (barris por dia) em maio, alta de 17,1% em relação a igual período do ano passado, que também registrou um novo recorde na comercialização de diesel S-10.

Já a a Embraer está em negociações para a fusão da Eve Urban Air Mobility, sua unidade de veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, com a Zanite Acquisition, segundo pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Bloomberg.  Confira os destaques:

Vale (VALE3)

Uma barragem da Vale chamada Xingu, na mina Alegria, em Mariana (MG), corre “grave e iminente risco de ruptura por liquefação”, afirmou na quarta-feira a Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais, responsável por interditar atividades da empresa no local.

A barragem, interditada desde março de 2020 pela Agência Nacional de Mineração, não recebe rejeitos de minério de ferro há mais de 20 anos. Mas alguns trabalhadores ainda executam atividades no local, o que motivou a ação dos fiscais trabalhistas. Um desastre de tal magnitude, segundo a superintendência, poderia causar um soterramento de trabalhadores na cidade já castigada por um rompimento de barragem da Samarco em 2015, com a morte de 19 pessoas.

Procurada pela Reuters, a Vale reafirmou na quarta-feira que “não existe risco iminente de ruptura da barragem de Xingu e que não houve alteração nas condições ou nível de segurança da barragem, que permanece em nível 2”, do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM).

Já a juíza titular da 5ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho de Betim (MG), Viviane Célia Ferreira Ramos Correa, condenou a mineradora a pagar indenização de R$ 1 milhão por danos morais por cada trabalhador morto no rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Ainda no radar da companhia, os futuros do minério de ferro encerraram em alta nesta quinta-feira, enquanto os contratos de referência do aço em Xangai subiram pela segunda sessão consecutiva, mas os ganhos foram limitados com a China reiterando sua meta de conter a inflação nas commodities.

O contrato mais negociado do minério de ferro para entrega em setembro na bolsa de commodities de Dalian fechou o pregão diurno com alta de 0,7%, a 1.178 iuanes (US$ 184,53) por tonelada. Na bolsa de Cingapura SZZFN1, o contrato para julho do minério de ferro subia 1,6%, para US$ 208 por tonelada.

O sentimento do mercado era em geral positivo, com os preços spot também avançando apoiados por fortes fundamentos, segundo analistas. O minério de ferro com teor de 62% no mercado spot para entrega na China foi negociado a US$ 213 por tonelada na quarta-feira, maior nível desde 19 de maio, segundo a consultoria SteelHome, embora houvesse apetite maior pela compra de minérios de menor teor, mais baratos, devido à recente pressão sobre as margens de lucro de siderúrgicas.

CM Hospitalar (VVEO3)

O Conselho de Administração da CM Hospitalar aprovou a emissão de R$ 800 milhões em debêntures para reforçar capital de giro e alongar dívidas.

BRF (BRFS3)

A companhia de alimentos BRF anunciou na quarta-feira aporte de R$ 764 milhões para ampliar as instalações de suas unidades em Santa Catarina e Mato Grosso Sul.

Segundo comunicado, R$ 643 milhões serão investidos nas unidades catarinenses de Capinzal, Concórdia e Videira, e outros R$ 121 milhões na planta de Dourados (MS).

JBS (JBSS3)

A JBS USA, subsidiária da brasileira JBS nos Estados Unidos, confirmou em comunicado divulgado na quarta que pagou o equivalente a US$ 11 milhões em resposta a um ataque hacker contra suas operações. A maior produtora de carnes do mundo cancelou turnos em fábricas nos EUA e Canadá na semana passada, após ter sido afetada por um ciberataque que ameaçava interromper cadeias de ofertas e inflacionar os preços dos alimentos.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou na quarta que suas vendas de diesel alcançaram 812 mil bpd (barris por dia) em maio, alta de 17,1% em relação a igual período do ano passado, que também registrou um novo recorde na comercialização de diesel S-10.

A petroleira destacou em comunicado que, se comparado às vendas de maio de 2019 sem os impactos de demanda decorrentes da pandemia de Covid-19 o volume comercializado no mês passado apura crescimento de 12,7%. Por outro lado, o volume vendido em maio ficou abaixo do registrado em abril, quando a Petrobras reportou comercialização de 824 mil bpd.

JSL (JSLG3)

A empresa de logística JSL informou a aquisição da Marvel Transportes por R$ 245 milhões, de forma a aumentar a atuação da companhia na entrega de cargas congeladas e refrigeradas de alto valor agregado.

Embraer (EMBR3)

A Embraer está em negociações para a fusão da Eve Urban Air Mobility, sua unidade de veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, com a Zanite Acquisition, segundo pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Bloomberg.

A empresa de aquisição de propósito específico, ou SPAC na sigla em inglês, busca levantar novo capital para financiar a transação, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. O acordo deve avaliar a empresa combinada em cerca de US$ 2 bilhões, disseram.

Os termos do acordo podem mudar e, como ocorre em todas as transações que não foram finalizadas, as negociações podem não ir em frente. Um representante da Zanite não quis comentar, enquanto um representante da Embraer não fez comentários imediatos.

A Zanite é liderada pelos codiretores-presidentes Kenn Ricci, coproprietário da Directional Aviation Capital, que controla a operadora de voos privados Flexjet, e Steve Rosen, cofundador da empresa de private equity Resilience Capital Partners. A SPAC com sede em Cleveland, Ohio, captou US$ 230 milhões em uma oferta pública inicial em novembro.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), relator da medida provisória que trata da privatização da Eletrobras, afirmou que deve finalizar seu relatório, no máximo, até a próxima terça-feira (15) da semana que vem. A intenção, do parlamentar, é que o texto já seja discutido no plenário no mesmo dia. O parlamentar e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, concederam entrevista após encontro na noite desta quarta-feira, 8.

“Nós devemos ter sessão do Senado na terça-feira, então a ideia é que, no máximo, na terça a gente tenha o relatório pronto, apresentado, com a matéria em pauta para votação. Para que haja tempo suficiente para que, havendo mudanças no texto no Senado, a Câmara tenha folga para votar a matéria naquilo que foi modificado no Senado”, disse o parlamentar. A MP precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até o dia 22 ou perderá a validade.

Rogério afirmou que irá analisar todas as sugestões, pleitos e emendas apresentadas por senadores a partir desta quinta e que a intenção é chegar a um texto de convergência.

Locaweb (LWSA3)

A Locaweb concluiu a aquisição da Organisys Software (Bling), anunciada em abril, e da Pagcerto, de pagamentos. Segundo fato relevante, a Bling é voltada a soluções de e-commerce e micro e pequenas empresas (PMEs). A Locaweb não informou o valor final de transação, que, à época do anúncio, era de R$ 524,3 milhões.

Azul (AZUL4) e Latam Airlines

A Azul informou que espera operar 50 novas rotas na alta temporada de inverno, diante da “flexibilização de circulação no País”. A companhia reforçará ligações para o Nordeste do Brasil, e os aeroportos de Campinas (SP), Belo Horizonte, Santos Dumont (RJ), Recife, Salvador e Porto Seguro (BA) terão maior volume de operações.

Ainda no radar da Azul, o Bradesco BBI comentou a notícia de que o Latam Airlines Group apresentou uma moção junto a acionistas e credores para apresentar seu plano de restruturação em 15 de setembro, ao invés do prazo anterior, de 30 de junho. A votação deverá ocorrer em 8 de novembro ao invés de 23 de agosto. Além disso, a empresa também pede o saque de US$ 500 milhões do financiamento “debtor-in-possession”, de US$ 2,45 bilhões.

O Bradesco avalia a notícia como positiva para a Azul e para a Latam, já que credores e a Azul terão mais tempo para trabalhar em um plano que, na avaliação do banco, pode culminar com a venda das operações domésticas da Latam para a Azul. O pedido de saque de US$ 500 milhões também sugere que a operação continua a queimar caixa e que sua liquidez de caixa deve continuar a se deteriorar nos próximos meses. Com a queda da posição de caixa da Latam, o poder de barganha da Azul deve crescer, diz o Bradesco.

O banco mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Azul, com preço-alvo de R$ 75, frente aos R$ 47,63 negociados na quarta pelos papéis AZUL4. Para a Latam, mantém avaliação neutra (valorização dentro da média), com preço-alvo de US$ 3, frente aos US$ 2,81 negociados na quarta pelos papéis LTMAQ na OTC Markets.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas contratou assessores financeiros para uma eventual alienação total ou parcial de seus ativos relacionados ao Terminal Marítimo Privativo de Cubatão, segundo fato relevante da companhia enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de quarta-feira.

A empresa “está avaliando alternativas estratégicas para seus ativos relacionados ao Terminal Marítimo Privativo de Cubatão, incluindo uma eventual alienação total ou parcial de tais ativos, tendo contratado assessores financeiros para apoio no processo”, afirmou.

No entanto, a Usiminas ressaltou que “não há, até o momento, nenhuma decisão tomada em relação a qualquer possível transação envolvendo os ativos”.

Caixa Seguridade (CXSE3)

Diversos bancos iniciaram a cobertura para a ação da Caixa Seguridade, holding que abrange o negócio de seguros bancários da Caixa e que tem sua própria subsidiária no setor de corretagem. A empresa distribui seus produtos por meio de diferentes canais, como agências bancárias, correspondentes bancários, agências lotéricas, internet banking e aplicativo. A empresa é líder no setor de seguros hipotecários, com 57% do mercado, e tem posições de liderança nos setores de crédito, lares, pensões e vida.

O Itaú BBA diz que, como a empresa é estatal, os maiores riscos são associados à governança corporativa, e a perspectiva de uma eventual intervenção política sobre a empresa. O Itaú diz que a empresa construiu pilares para que seu processo de oferta pública inicial de ações avance, incluindo uma junta diretora com dois membros independentes, contratos de longo prazo com o banco e seguradoras privadas. O banco também ressalta a execução de sua nova estratégia comercial, com apoio da Wiz.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 16, frente aos R$ 11,14 de fechamento na quarta.

O Credit Suisse também iniciou a cobertura da Caixa Seguridade, com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 15. O banco diz que a empresa é sua favorita no setor de seguros, e aponta que a empresa é subavaliada, considerando o crescimento dos rendimentos com a melhora da economia e novos acordos comerciais, além do aumento da contribuição pela Caixa Corretora e a crescente penetração de produtos de seguros. O banco avalia que o mercado está atribuindo à empresa um risco excessivo de execução.

O Morgan Stanley também iniciou a cobertura da Caixa Seguridade, com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo para 2021 em R$ 20. O banco aponta que a empresa é um papel atraente para apostar no setor de seguros e hipotecas no Brasil. Ela está bem posicionada para capturar o forte crescimento do setor e se beneficiar do ciclo hipotecário do país. O banco também afirma que iniciativas de vendas e a restruturação recente devem levar a crescimento mais rápido e a lucratividade.

(com Bloomberg, Reuters e Estadão Conteúdo)

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