sexta-feira, abril 16, 2021
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Ação do GPA ameniza após saltar com notícias sobre venda da Cnova; Vale e siderúrgicas caem com minério e aéreas têm forte baixa

SÃO PAULO – As ações de Vale (VALE3) e siderúrgicas como Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) registram queda na sessão desta segunda-feira (22) acompanhando os futuros do minério de ferro na China, que tiveram baixa por preocupações com uma demanda fraca pelo material usado na fabricação do aço depois que mercados viram a possibilidade de mais cortes de produção no pólo siderúrgico de Tangshan. CSN é o destaque, com baixa de mais de 4%.
Os ativos da Petrobras (PETR3;PETR4), por sua vez, registram baixas, em um dia de leve alta para o preço do petróleo.
Também entre as maiores quedas, as ações de Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e CVC (CVCB3) têm baixas que vão até 6% (no caso de AZUL4) seguindo os papéis do setor de turismo no exterior, notoriamente na Europa, com temores da terceira onda do coronavírus com a alta dos casos ganhando destaque por lá.
Já entre as maiores altas, após o salto de 13,24% na última sexta-feira, as ações do Pão de Açúcar registram mais uma sessão de ganhos, ainda que amenizando a alta para cerca de 3%. A ação segue o movimento da sexta-feira repercutindo a informação de que o controlador Casino estaria considerando fazer um re-IPO da Cnova, braço de e-commerce do grupo, do qual o GPA tem 34% de participação. Esse re-IPO traria liquidez para o ativo e poderia ser inclusive porta de saída do investimento na Cnova.
Confira mais destaques:

Pão de Açúcar (PCAR3)

Após o salto de 13,24% na última sexta-feira, as ações do Pão de Açúcar registram mais uma sessão de alta.

O papel segue o movimento da sexta-feira repercutindo a informação de que o controlador Casino estaria considerando fazer um re-IPO da Cnova, braço de e-commerce do grupo. “Isso traria liquidez para o ativo do Pão de Açúcar e poderia ser inclusive porta de saída neste re-IPO”, afirma Daniel Rezende, analista da Messem Investimentos, ao Broadcast.

A participação do GPA é de 34% da Cnova (listada na Euronext), com valor de mercado de cerca de R$ 5,4 bilhões, segundo cálculos da XP Investimentos. A companhia já vocalizou seu interesse em desinvestir nesse ativo. Contudo, analistas viam um entrave de liquidez para que isso seja concretizado.

Ainda no radar da companhia, o GPA informou na sexta-feira que Jorge Faiçal, hoje diretor multivarejo, assumiu como diretor-presidente, no lugar de Christophe Hidalgo, que ocupou o cargo interinamente. Além disso, Guillaume Gras assume como vice-presidente de finanças e Isabela Cadenassi volta a ser diretora de relações com investidores, após licença maternidade.

 

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os futuros do minério de ferro na China caíram nesta segunda-feira, derrubados por preocupações com uma demanda fraca pelo material usado na fabricação do aço depois que mercados viram a possibilidade de mais cortes de produção no pólo siderúrgico de Tangshan.

A China, que responde por mais de metade de capacidade de produção de aço, prometeu fiscalizar violações a regras de qualidade do ar na cidade, com Tangshan emitindo um alerta de que prorrogará restrições à produção para combater a poluição.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian DCIOcv1 encerrou o pregão diurno com queda de 5,9%, a 1.004,50 iuanes (US$ 154,35) por tonelada. Na bolsa de Cingapura, o contrato para abril SZZFJ1 recuava 2% para US$ 151,10 a tonelada. As medidas em Tangshan foram vistas como parte de movimentos da China para apertar regulamentações ambientais nos próximos três anos.

Stone e Linx (LINX3)

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição do controle da Linx pela Stone. O despacho com o aval para o ato de concentração foi assinado nesta sexta-feira, 19.

A Stone atua na prestação de serviços de pagamentos, incluindo o desenvolvimento de estrutura tecnológica para a captura, transmissão e processamento de dados e liquidação de transações de pagamento, entre outros serviços. A Linx atua principalmente na oferta de software de gestão empresarial, com foco no setor varejista.

Segundo parecer disponível no sistema do Cade, a aquisição de todas as atividades da Linx pela Stone se dará por meio da incorporação de ações.

“Ao analisar o caso, a SG/Cade concluiu que o ato de concentração não apresenta preocupações do ponto de vista concorrencial. Na avaliação da Superintendência, a operação, inclusive, pode possibilitar a criação de serviços e produtos com novas funcionalidades para o consumidor, pela combinação de conhecimentos e competências tecnológicas das empresas envolvidas no ato de concentração, e até gerar um acirramento da concorrência entre os diversos players do setor”, diz a nota divulgada pelo Cade.

A superintendência do Cade também concluiu, durante a análise da operação, que não há possibilidade de fechamento de mercado em decorrência do negócio. Em relação aos incentivos ao fechamento de mercado, a superintendência “ponderou que o cenário seria improvável devido aos significativos custos que os clientes da Linx passariam a ter caso perdessem ou prejudicassem seu acesso ao maior portfólio de serviços financeiros e bancários ofertados pelos rivais líderes desses mercados, que atuam e possuem elevada participação em diversos elos do mercado”.

O órgão ainda afastou a possibilidade de que o acesso a informações supostamente concorrencialmente sensíveis dos usuários de software de gestão empresarial da Linx, pela Stonem, pudesse gerar a capacidade de adoção de práticas anticompetitivas. “A Superintendência concluiu que, mesmo que seja possível tal acesso, ele pode ter um caráter pró-competitivo, como observado nas recentes transformações ocorridas no mercado de meios de pagamento, em que o marco regulatório conferido pelo Banco Central proporcionou transparência no acesso a dados de forma mais generalizada, gerando potencial aumento da concorrência”, diz o Cade.

Com a recomendação pela aprovação da operação, se o tribunal do Cade não avocar o ato para análise e não for apresentado recurso de terceiro interessado, em 15 dias, a decisão da superintendência terá caráter terminativo e estará aprovada em definitivo.

O Credit Suisse avalia como positiva a notícia de que o Cade aprovou sem restrições a aquisição da Linx pela Stone. O banco enxerga o negócio como sinergético para as empresas, e afirma que uma aprovação definitiva deve ocorrer em meados do segundo trimestre.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 1,27 bilhão no último trimestre de 2020, recuo de 44% em base anual, após elevadas provisões ligadas ao chamado empréstimo compulsório e ajustes contábeis associados à térmica a carvão de Candiota 3, além de perdas na usina de Belo Monte, segundo balanço divulgado no final da noite de sexta-feira.

No total do ano, os ganhos somaram R$ 6,38 bilhões, recuo de 43% ante 2019, quando os resultados também haviam sido beneficiados por impacto positivo bilionário pela venda de distribuidoras de energia deficitárias no Amazonas e Alagoas. O lucro Ebitda, antes de juros, impostos, depreciação e amortização da estatal, somou R$ 299 milhões negativos entre outubro e dezembro, contra R$ 3,2 bilhões positivos no ano anterior, com margem negativa de 3%.

Já o Ebitda recorrente da estatal – que exclui os ajustes feitos na receita de Candiota, bem como custos extraordinários com planos de aposentadoria extraordinária (PAE) e demissão consensual (PDC), despesas com investigação independente, provisões e despesas ou receitas relacionadas a acordos judiciais, entre outros itens – somou R$ 4,575 bilhões, alta de 46% frente o quarto trimestre do ano anterior, com margem de 50%, 10 pontos porcentuais mais elevada.

O Itaú BBA apontou que o Ebitda recorrente superou suas estimativas. Mas o banco  avalia que a escolha de um novo CEO e o processo de privatização da empresa são o foco principal dos investidores. O banco avaliou as ações ON como outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 56, frente aos R$ 33,22 negociados na sexta (19).

O conselho de administração da Eletrobras ainda vai submeter à Assembleia Geral Ordinária de acionistas a proposta de pagamento de dividendos no valor de R$ 1,507 bilhão, relativos ao exercício de 2020. O valor inclui os dividendos obrigatórios de 25% e considerarão a data base de 31 de dezembro de 2020.

Lupatech (LUPA3

A Lupatech informou que registrou resultado líquido de R$ 20,578 milhões em 2020, após prejuízo de R$ 26,178 milhões reportado em 2019. Nas demonstrações trimestrais, depois de relatar prejuízos seguidos: no primeiro trimestre de 2020 (-R$ 63,872 milhões), no segundo trimestre (-R$ 30,612 milhões), e no terceiro trimestre (-R$ 22,338 milhões), a empresa reportou resultado líquido de R$ 137,39 milhões no quarto trimestre de 2020.

O Ebitda ficou negativo em R$ 5,793 milhões em 2020, ante o Ebitda ajustado negativo de R$ 20,127 milhões em 2019.

A dívida bruta caiu de R$ 148,776 milhões em 2019 para R$ 126,371 milhões em 2020. Se considerada a inclusão de caixa e equivalentes de caixa, a dívida líquida recuou de R$ 142,942 milhões em 2019 para R$ 105,356 milhões em 2020.

Westwing (WEST3

A XP Investimentos iniciou a cobertura de Westwing com recomendação de compra e preço alvo de R$ 17 por ação para o fim de 2021 (93% de potencial de valorização).

Os analistas destacarem serem construtivos com a história da companhia, uma vez que veem: (i) um cenário favorável impulsionado pelo aumento da penetração do e-commerce e consolidação da categoria de casa e decoração; (ii) o modelo de campanhas da companhia é único entre os pares, com um maior engajamento dos consumidores ao mesmo tempo em que cria barreiras de entrada para competição; (iii) há espaço para marketplaces de casa e decoração nichados, pois entendemos que a curadoria é um diferencial na hora de comprar nesta categoria; e (iv) alavancas de crescimento interessantes, como a maior penetração nas categorias de estilo de vida e marca própria, abertura de lojas próprias para fortalecer o reconhecimento da marca e capacidades multicanais, lançamento de programa de fidelidade, entre outros.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

O Morgan Stanley iniciou a cobertura para a ação do Cruzeiro do Sul Educacional com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 16,30, destacando que a companhia é um player defensivo em um mercado complexo.

Os analistas destacam que há grande oportunidade de consolidação. Parte do crescimento orgânico provavelmente virá da abertura de novas unidades, mas o principal já está “contratado” pela maturação gradativa da infraestrutura atual. As fusões e aquisições devem continuar a ser uma parte importante da história e provavelmente devem acelerar assim que a captação no primeiro trimestre de 2021 for encerrada, já que muitas empresas menores potencialmente perdem negócios, avaliam.

Jalles Machado (JALL3)

A XP Investimentos iniciou a cobertura para Jalles Machado com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14 por ação para o fim de 2021.

“A junção de cenário favorável para commodities agrícolas, alto nível de eficiência operacional e maior valor agregado via diferenciação de produtos marcam a chegada à bolsa da Jalles Machado”, apontam os analistas.

Eles destacam que cerca de 35% da receita da empresa é proveniente de produtos não-commoditizados, com destaque para o açúcar orgânico, produto que apresenta alto prêmio e menor volatilidade e onde a Jalles é a maior exportadora do mundo.

Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3)

Os analistas do Morgan Stanley elevaram as recomendações para as units da Klabin por overweight, com preço-alvo de R$ 38, enquanto a Suzano teve a recomendação reduzida para equalweight (exposição em linha com a média do mercado), com preço-alvo de R$ 86.

“Os preços da celulose continuando subindo à medida que a forte demanda e a oferta limitada mantêm o mercado apertado. No entanto, achamos que estamos mais perto de atingir preços de pico e estamos nos posicionando de acordo”, avaliam os analistas.

Even (EVEN3)

Na última sexta, a administração da companhia propôs submeter a proposta de distribuição de dividendos no valor de aproximadamente R$ 117 milhões (R$0,56/ação), o que implica em um dividend yield de 5,3%. A aprovação e a data de pagamento estão sujeitas a aprovação na próxima reunião geral do Conselho de Administração, prevista para abril de 2021.

O montante corresponde: i) a 100% do lucro ajustado de 2020, ii) totalidade dos lucros decorrente do IPO e reorganização societária da Melnick; iii) totalidade do saldo da Reserva de Retenção de Lucros.

“Vemos o anúncio como positivo e em linha com a estratégia da companhia de priorizar a rentabilidade (lucro sobre o patrimônio líquido) ao invés de lançamentos”, destaca a XP Investimentos.

Sula (SULA11)

O Credit Suisse divulgou uma nota a respeito da aquisição, pela Sul América, de uma carteira de 25 mil clientes da Santa Casa de Ponta Grossa (PR). O banco aponta que o impacto da medida não é profundo, e que o banco pagou o equivalente a R$ 580 por cliente.

Gerdau (GGBR4)

A Moody’s elevou o rating da Gerdau para Baa3 com perspectiva estável.

 

Positivo Tecnologia (POSI3)

O Itaú BBA realizou na sexta um evento em que recebeu o CEO da Positivo, Helio Rotenberg, e o CFO de relações com investidores, Caio de Moraes.

Ele afirmou que adoção de home office e ensino a distância freou a queda de demanda por computadores, levando o mercado global para perto de seu auge, com 302 milhões de unidades em 2020, alta de 13% na comparação anual.
A empresa espera que, no futuro, 40% da receita venha de segmentos como tecnologia educacional, servidores, urnas eletrônicas, soluções de pagamento e hardware-as-a-service. A divisão de venture capital da empresa espera investir em startups com sinergias com a Positivo.

CCR (CCRO3)

O Bradesco BBI comentou os dados operacionais da CCR na semana de 12 de março. As estradas com pedágio tiveram queda de 7% no tráfego na comparação anual, estável frente à semana anterior. O tráfego de passageiros nas concessões urbanas caiu 52%; e o tráfego em aeroportos, 54%.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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